OE2018

CDS-PP diz que défice controlado “é positivo” mas não com cortes cegos

Assunção Cristas, líder do CDS-PP
Assunção Cristas, líder do CDS-PP

O défice controlado é "positivo", afirmou a líder do CDS-PP, mas "assente em cativações" não é a melhor forma de conseguir "atingir resultados".

A líder do CDS-PP afirmou hoje que ter o défice controlado é “certamente é positivo”, mas que o “método de cortes cegos” e um Orçamento “assente em cativações” não são a melhor forma de conseguir “atingir resultados”.

Em Braga, para um jantar-debate no âmbito das jornadas do Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu, que contou também com a presença do presidente do PSD, Passos Coelho, Assunção Cristas acusou ainda o primeiro-ministro António Costa de passar parte do ano a “dizer que vai fazer uma coisa” e a outra parte a “tentar esconder” o que fez.

“Défice controlado certamente é positivo, a forma como lá se chega é que não é igual para todos e certamente um método de cortes cegos não é o método melhor, a nosso ver, para atingir resultados”, respondeu Assução Cristas quando confrontada com as previsões de Bruxelas para défice português.

Nas previsões económicas de outono divulgadas hoje, a Comissão Europeia melhorou as projeções do défice de Portugal para 1,4% em 2017, mas avisou que redução é “sobretudo cíclica” e também melhorou as previsões de crescimento da economia portuguesa, para os 2,6% em 2017 e para os 2,1% em 2018, continuando a antecipar “algum abrandamento” do ritmo económico e alinhando-se com as projeções do Governo.

Sobre os números apontados por Bruxelas, Assunção Cristas afirmou que são possíveis de atingir “com um esforço muito grande feito por todos os portugueses” e lembrou que tem “dito muitas vezes que não é com Orçamentos de Estado assentes em cativações, com falta de transparência na execução da despesa pública” que se atinge aquelas metas.

A líder do CDS-PP aproveitou para deixar críticas a António Costa, que, segundo Cristas, “gosta de dizer que não tem orçamentos retificativos”, mas “tem execuções retificativas”.

“Passa uma parte do ano a dizer que vai fazer uma coisa e a outra parte a tentar esconder o que não conseguiu fazer em muitos domínios e vários estão à vista, nomeadamente na área da Saúde”, acusou.

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