OE2021

Medidas já previstas agravam défice em quase 2 mil milhões de euros

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão. NUNO FOX/LUSA
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão. NUNO FOX/LUSA

Governo parte para as negociações com um cenário de aumento da despesa de cerca de 2,1% face a este ano. Exclui impacto da covid-19 e medidas one-off.

O Ministério das Finanças está a prever um agravamento do saldo orçamental em 1950 milhões de euros em 2021 só por via das medidas que já estavam previstas anteriormente, tanto do lado da receita como da despesa.

No quadro de políticas invariantes que chegou ao parlamento esta segunda-feira, dia 31 (último dia do prazo), a equipa de João Leão enumera as várias medidas que serão incluídas no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) e que servem de ponto de partida para as negociações que estão na fase inicial com os partidos da oposição e os parceiros sociais.

No quadro do documento, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, são detalhadas as medidas que o Governo já tinha assumido e que têm impacto ao longo do próximo ano e que decorrem do Orçamento do Estado para este ano, tendo muitas resultado de negociações com os partidos de esquerda e outras das chamadas “coligações negativas”.

Fonte: Ministério das Finanças

Fonte: Ministério das Finanças

“O quadro, apresentado por tipo de medidas, tem subjacente uma lógica de pressões e/ou poupanças, através de acréscimos ou diminuições, no ano de 2021, face ao ano anterior. Um acréscimo de despesa ou diminuição de receita constitui uma pressão (com sinal positivo no quadro) e uma diminuição da despesa ou acréscimo da receita constitui uma poupança (com sinal negativo)”, lê-se no documento.

“No final é apresentado um impacto total de agravamento do saldo orçamental em 2021, superior a 1950 milhões de euros, que implica em termos globais um aumento da despesa no próximo ano de cerca de 2,1%, em comparação com 2020, exclusivamente por via destas medidas e tendências estruturais de aumento de despesa.

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