Oficial: Défice português de 2013 ficou nos 4,9%

Moody's e S&P falaram de Portugal
Moody's e S&P falaram de Portugal

Portugal registou um défice orçamental de 4,9% em 2013, um valor abaixo dos 5,5% acordados com a troika.

Este valor inclui a receita extraordinária obtida com o perdão a dívidas
do fisco e da Segurança Social, que atingiu os 1280 milhões,
operação lançada no final de 2013 pelo Governo.

Sem a operação de aministia fiscal, o défice nacional alcançaria os 5,7%, ultrapassando assim a meta da troika.

Por outro lado, o défice de 2013 também inclui o efeito Banif, ou seja, os 700 milhões de euros injetados no banco liderado por Jorge Tomé, o que penalizou o défice em 0,4%.

Este défice fica abaixo do estimado pelo executivo de Pedro Passos Coelho, que previa um défice de 5,5%, conforme acordado com a troika. Em 2012, o défice foi de 6,4%, com o valor a cair 1,5% no espaço de apenas 12 meses.

Segundo o INE, a melhoria no saldo do Estado no ano passado foi determinado “em grande medida pelo aumento da receita de impostos e contribuições sociais”.

Os dados oficiais do défice foram divulgados esta segunda-feira pelo INE. De seguida vão ser analisados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia.

Vai ser com estes números em mente que o Governo vai preparar a estratégia orçamental para os próximos quatro anos.

O executivo de Pedro Passos Coelho está reunido esta segunda-feira, em conselho de ministros extraordinário, a preparar o Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

O documento vai ter que ficar fechado até final de abril para ser enviado para Bruxelas, Frankfurt e Washington.

Ao longo de 2013, o Estado português registou um défice de 8,1 mil milhões de euros, menos 2,5 mil milhões em relação a 2012.

Mas o processo de ajustamento é para continuar até ao final do ano. O Estado vai reduzir a sua despesa em 1,4 mil milhões de euros ao longo de 2014 para os 6,7 mil milhões.

Segundo o acordado com a troika, o défice deverá ficar nos 4% este ano. Com os 4,9% agora obtidos, Passos Coelho deverá ter a vida mais facilitada este ano.

Entre 2012 e 2013, a dívida pública portuguesa aumentou 9 mil milhões de euros, para os 213,6 mil milhões.

A dívida sobre percentagem do PIB registou assim um crescimento de 4,9% durante este período. Para este ano, a dívida deverá cair 3% para os 126,8% sobre o PIB.

Os juros foram os principais responsáveis por este crescimento, com o pagamento de 7 mil milhões no ano passado.

A economia portuguesa gerou 165,6 mil milhões de euros no ano transacto. Para este ano, o produto interno bruto deverá crescer 3 mil milhões para os 168,9 mil milhões.

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