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OIT. 42% dos jovens viram rendimento reduzir devido à pandemia

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Relatório da OIT debruça-se sobre o impacto da covid-19 no emprego, educação e saúde mental dos mais jovens.

A pandemia de covid-19 está a ter um impacto “profundo e desproporcional” na vida dos jovens entre os 18 e os 29 anos, revela o estudo “Youth and covid-19”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em maio, a OIT já revelava que os jovens estavam a enfrentar um triplo choque devido à pandemia, que afetava a educação, emprego e perspetivas em relação ao futuro. Meses depois, o estudo que inquiriu mais de 12 mil jovens em 112 países revela que, além do impacto no trabalho e acesso à educação, a covid-19 está também a afetar a saúde mental. Além disso, é também avançado que este período tem sido especialmente difícil para as jovens mulheres e para os jovens em países com baixos rendimentos.

A OIT avança que, 73% dos jovens que estudava ou combinava os estudos com o trabalho antes da crise viram as escolas encerrar. E, em muitos casos, nem todos conseguiram fazer a transição para o ensino remoto: um em cada oito jovens (13%) ficou sem qualquer tipo de acesso a aulas, ensino ou formação. Esta situação foi mais sentida em países com baixos rendimentos. Apesar dos esforços para continuar a estudar, 65% dos jovens revela sentir que está a aprender menos desde que a pandemia começou. Enquanto a maioria acredita que a educação deveria ter sido adiada, 9% dos jovens afirma sentir receio de que a sua formação possa sofrer ou mesmo falhar devido a este fenómeno.

Em relação ao emprego, foi sentido um impacto pesado entre os trabalhadores mais jovens: se um em cada seis estava a trabalhar antes da covid-19, durante a pandemia cessaram funções, especialmente os jovens entre os 18 e 24 anos. Dois em cada cinco (42%) revela mesmo que sentiu uma redução nos rendimentos. O número de horas trabalhadas também caiu, com um recuo de quase um quarto, equivalente a cerca de duas horas por dia.

Impacto na saúde mental e ansiedade

Apesar de reconhecerem a necessidade das medidas de confinamento, especialmente durante os primeiros meses, os jovens reportaram ter sentido impacto nos seus direitos, nomeadamente na área da habitação. “Para 21%, especialmente para quem estava sem trabalho, o direito à habitação foi desafiado à medida que sentiram dificuldades”, revela o estudo.

O estudo da OIT deixa margem para a probabilidade de 17% dos jovens inquiridos ter sido afetado por ansiedade e depressão. “O estado de saúde mental foi mais baixo para as jovens mulheres e os jovens entre os 18 e 24 anos”, aponta a organização.

A OIT destaca ainda a urgência de “investimentos direcionados e mais inteligentes para criar empregos decentes para os jovens, incluindo a proteção dos direitos humanos dos jovens, emprego e programas de treino; proteção social e subsídio de desemprego para os mais jovens”. É ainda pedido que sejam feitos mais esforços

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