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OIT. Pobreza e precariedade no emprego vão aumentar

Fotografia: Joost de Raeymaeker/LUSA
Fotografia: Joost de Raeymaeker/LUSA

Aumento do emprego mundial vai manter-se tímido, diz a Organização Internacional do Trabalho. Em 2017, 42% dos empregados já tinham empregos precários

A evolução tímida do emprego está a acentuar as situações de vínculo precário ou vulnerável no mundo, bem como situações de pobreza. O alerta é dado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), que estima o aparecimento de mais 34 milhões de “empregados em situações de vulnerabilidade” entre 2018 e 2019.

“Com as melhorias no emprego a manterem-se modestas, o número de trabalhadores em situações de emprego vulneráveis (como empregos por conta própria ou trabalhos com relações familiares) deverá aumentar nos próximos anos”, refere o mais recente ‘World employment social outlook’ divulgado esta segunda-feira.

A OIT lembra que, da mesma forma, o mercado de trabalho tem feito “apenas fracos” progressos na área da pobreza. Em 2017, a pobreza entre pessoas empregadas espalhou-se, com mais de 300 milhões de pessoas nos países emergentes e em desenvolvimento a apresentarem um PIB per capita ou de consumo inferior a 1,90 dólares diários.

“O progresso na redução da pobreza no trabalho é demasiado lenta para acompanhar o passo do crescimento do mercado de trabalho nos países em desenvolvimento”, diz a OIT, estimando que nestes países, “o número de pessoas em extrema pobreza laboral deverá superar os 114 milhões em 2018, ou 40% de todos os empregados”.

Na Europa, as preocupações focam-se mais na idade avançada dos trabalhadores. Em 2017, a média de idade global dos trabalhadores fixou-se em 40 anos, valor que deverá aumentar para 41 em 2030. A registar maiores preocupações estão os países da Europa e do Leste da Ásia, nomeadamente a China. Nestas regiões, é urgente “garantir oportunidades adequadas de emprego para todos”, referem os técnicos da OIT, acentuando a importância de medidas de reciclagem e atualização de competências.

A Organização Mundial do Trabalho realça que há no mundo variações importantes na realidade do emprego e que, apesar de os países desenvolvimentos deverão garantir o seu sexto ano de redução das taxas de desemprego (para 5,5% este ano), muitos países continuam a apresentar elevadas taxas de desencorajados ou part-times involuntários. Os países em desenvolvimento deverão, este ano, pela primeira vez desde 2014, ver a taxa de desemprego regredir.

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