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Oito anos de Mario Draghi: cronologia dos principais momentos

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Mario Draghi passa a pasta da presidência do BCE a Christine Lagarde. Fotografia: Boris Roessler/Pool via Reuters

Quando o euro esteve à beira da destruição, ficou conhecido pelo aviso: "o BCE está pronto para fazer o que for necessário e isso será suficiente".

Foram oito anos de Mario Draghi na presidência do Banco Central Europeu (BCE). Esta é uma breve cronologia com alguns dos momentos mais importantes ou emblemáticos que o banqueiro central enfrentou.

1 de novembro de 2011. Mario Draghi, economista italiano que fez carreira no banco Goldman Sachs, assume a presidência do Banco Central Europeu (BCE), sucedendo ao francês, Jean-Claude Trichet.

3 de novembro e 8 de dezembro de 2011. O BCE reduz as taxas de referência em 0,25 pontos percentuais em cada uma das duas primeiras reuniões lideradas Draghi. A Europa estava mergulhada numa grave crise de dívida pública e privada. Recorde-se que Draghi assume os comandos do BCE já o primeiro resgate da Grécia tinha começada, em maio de 2010; o resgate da Irlanda, em dezembro de 2010; e resgate de Portugal, em maio de 2011.

21 de fevereiro de 2012. Segundo resgate da Grécia.

26 de julho de 2012. Com a crise das dívidas soberanas cada vez mais descontrolada e a zona euro numa grande recessão, Draghi diz numa conferência em Londres que “o BCE está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro. E acreditem, isso será suficiente”. As taxas de juro dos países começam a descer de forma notória a partir deste dia.

6 de setembro de 2012. Draghi continua a prometer compras ilimitadas de obrigações de países da zona euro caso estes enfrentem taxas de juro excessivas. Itália estava a ser dos países mais pressionados nos mercados e as palavras de Draghi como que salvam o país da bancarrota. Os mercados recuam.

5 de junho de 2014. O BCE reduz a taxa de juro depósito para níveis negativos, pela primeira vez na sua História: -0,1%.

22 de agosto de 2014: Durante um discurso em Jackson Hole, o encontro anual da Reserva Federal (BCE) nos Estados Unidos, Draghi sinaliza pela primeira vez que o BCE pode avançar com um programa de quantitative easing (QE), como os EUA já tinham em prática há anos. Isto é, promete um programa de enorme calibre para comprar dívida pública aos bancos comerciais da zona euro, com o objetivo de reforçar a descida dos juros das obrigações do tesouro.

9 de março de 2015. O BCE começa o QE, a compra de obrigações do tesouro e outros títulos.

10 de março de 2016. O BCE reduz as taxas de juro principais para novos mínimos de sempre: taxa de depósito cai para -0,4% e a taxa de refinanciamento para 0%.

31 de dezembro de 2018: O banco encerra a primeira vaga do seu programa de estímulos (QE). Injetou na economia do euro dinheiro novo e muito barato num volume superior a 2,6 biliões de euros (2,6 milhões de milhões).

12 de setembro de 2019. Por causa das guerras comerciais e da inflação muito baixa, até negativa, o BCE decide avançar para uma segunda vaga de compra de obrigações e dívida privada. Esta segunda vaga começa amanhã, 1 de novembro. Nesse dia, a taxa de depósito volta a ser reduzida, agora para -0,5%.

31 de outubro de 2019. Draghi termina o seu mandato, sendo sucedido pela antiga diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

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