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Oito minutos do seu dia são para pagar o pequeno-almoço

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De acordo com o índice da Bloomberg, a primeira refeição do dia tem um peso de 1,8% a 2,7% no salário dos portugueses.

Um copo de leite, um ovo, uma torrada de duas fatias e uma peça de fruta. É este o pequeno-almoço da Bloomberg. Foi o custo destas unidades que a publicação analisou para determinar, no seu Bloomberg Global City Breakfast Index, qual o peso da primeira refeição do dia no salário dos cidadãos de 129 centros financeiros mundiais.

Em Lisboa, o peso do pequeno-almoço situa-se entre os 1,8% a 2,7%. Um português demorará sensivelmente oito minutos do seu dia de trabalho para conseguir pagar a refeição matinal. A capital portuguesa é mais custosa que Madrid e que a maioria dos centros da Europa ocidental e do norte, onde o preço dos itens da Bloomberg representa entre 1,4% e 1,8% dos salários, ou até abaixo dos 1,4% em cidades como Londres ou Dublim. Por outro lado, na Europa de Leste, a primeira refeição do dia pode custar entre 2,7 a 4,4% dos salários, ou mesmo mais que 4,4% em locais como Kiev, na Ucrânia.

A Bloomberg utilizou os dados da plataforma online Numbeo, considerada a maior base de dados mundial feita através da contribuição dos utilizadores. Os números gerais mais recentes foram atualizados esta quinta-feira e, para Portugal, a plataforma contou com a contribuição de 1104 utilizadores ao longo dos últimos 18 meses.

A Numbeo indica que o custo de vida em Portugal é 35,11% mais baixo que o dos Estados Unidos, que o salário médio é 795€, a renda de um apartamento de um quarto no centro da cidade custará 467,57€ e uma refeição completa para duas pessoas num restaurante médio ficará em 30 euros. Outros itens são ainda avaliados, desde produtos de mercaria a despesas escolares, passando também por mensalidades em ginásios.

Com o índex do pequeno-almoço a Bloomberg utilizou os dados da Numbeo para comparar o custo de vida das pessoas em termos globais, chegando à conclusão que, nas economias mais ricas, um pequeno-almoço tem um peso muito inferior nas carteiras do que tem em países mais pobres. Se em Zurique, um suíço paga a primeira refeição do dia nos primeiros cinco minutos de trabalho, em Accra, os ganeses precisam de mais de uma hora. Existem ainda situações extremas com a de Caracas. Com o país em crise, um venezuelano pode precisar de nove horas para pagar o seu pequeno-almoço.

A publicação lembra que os preços proibitivos nalguns países contribuíram para o aumento da fome e dos protestos nos países subdesenvolvidos e que os custos apresentados demonstram o impacto que têm as trocas económicas entre países na vida dos cidadãos.

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