Energia

OPEP. Rússia é essencial para acordo de corte de produção

Fotografia: Sergei Karpukhin/ Reuters
Fotografia: Sergei Karpukhin/ Reuters

Os membros da OPEP reúnem na quinta-feira. Um dos temas em cima da mesa é a limitação da produção diária para escoar mais facilmente o excedente.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está, juntamente com os seus aliados, a trabalhar num acordo para reduzir a produção de petróleo em, no mínimo, 1,3 milhões de barris por dia, revelaram fontes próximas do processo à Reuters. As mesmas adiantaram que a o principal obstáculo à redução tem sido a resistência russa.

Os países membros da OPEP vão reunir na quinta-feira, em Viena de Áustria, seguindo-se uma série de reuniões com aliados como a Rússia, na sexta-feira. Os encontros acontecem numa altura em que os preços do petróleo estão em queda dada a fraqueza económica global e existe uma preocupação sobre o excesso de petróleo existente devido ao aumento de produção os Estados Unidos.

A Arábia Saudita, líder do grupo de produtores, já vem alertando, desde janeiro, a necessidade de cortes acentuados na produção, mas tem estado sob pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, para ajudar a impulsionar a economia mundial com preços mais baixos.

A morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita, na Turquia, em outubro, também não tem ajudado no processo de decisão da OPEP. Donald Trump defendeu o príncipe de regente saudita, Mohammed bin Salman, apesar dos vários pedidos de políticos norte-americanos para a imposição de sanções rígidas no Riyadh.

A Arábia Saudita é um dos maiores produtores mundiais de petróleo e o principal dentro da OPEP, exportando milhares de barris para todo o mundo. Além disso, tem sido ao longo dos últimos anos um grande aliado dos EUA no Médio Oriente.

As fontes contactadas pela Reuters, três membros da OPEP e um produtor não-membro, afirmaram que o encontro acontece num ambiente difícil e que a posição da Rússia pode ser a chave para chegar a um acordo.

A Rússia informou que o país pode reduzir a produção em 140 mil barris por dia, mas a organização dominada essencialmente pelo Médio Oriente insiste num corte entre 250 mil e 300 mil barris.

Ontem, o Qatar anunciou que vai deixar de ser membro da OPEP para se focar na produção de gás. “Não temos muito potencial [em petróleo], somos muito realistas, o nosso potencial é o gás”, disse o ministro da Energia do país, Saad Al-Kaabi.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Número de desempregados é o mais baixo dos últimos 28 anos

Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

Número de desempregados é o mais baixo dos últimos 28 anos

O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Assembleia da República, Lisboa, 19 de junho de 2019. MIGUEL A. LOPES/LUSA

As razões de Teixeira dos Santos – e aquilo que nunca soube

Outros conteúdos GMG
OPEP. Rússia é essencial para acordo de corte de produção