Ministério das Finanças

Orçamento francês será revisto nos próximos dez dias

Nicolas Sarkozy e Carla Bruni
Nicolas Sarkozy e Carla Bruni

O ministro das Finanças francês afirmou hoje que o governo irá reformular, nos próximos 10 dias, o orçamento deste ano tendo em conta a revisão em baixa do crescimento da economia.

“Nos últimos três ou quatro meses houve um abrandamento e o orçamento será devidamente ajustado”, disse François Baroin em declarações à rádio France-Info, citadas pela Associated Press (AP).

Depois da Alemanha, a França é a segunda maior economia da Zona Euro e um abrandamento no seu crescimento pode prejudicar o processo de ajuda em curso a países mais fracos da União.

O atual Orçamento do Estado para 2012 pressupõe um crescimento económico de um por cento, que será agora revisto, prevendo-se ainda que o orçamento retificativo estabeleça uma subida dos impostos sobre o consumo e outras medidas anunciadas pelo presidente Nicolas Sarkozy para reduzir a dívida e potenciar o crescimento.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou no domingo um aumento do IVA para financiar a proteção social, numa emissão televisiva destinada à última série de reformas que deverá fazer antes das presidenciais.

Sarkozy indicou que o governo vai propor um aumento “de 1,6 do IVA” para compensar a diminuição dos encargos sociais das empresas.

“Esta medida só vai entrar em vigor a 1 de outubro. Esperamos que antes do aumento as compras disparem e impulsionem o crescimento”, acrescentou.

O objetivo desta reforma é restabelecer a competitividade da economia francesa e travar a perda de empregos na indústria.

“Em 10 anos, a França perdeu 500 mil empregos na indústria”, afirmou Sarkozy, sublinhando que para um salário de 4.000 euros, os encargos são de 840 euros na Alemanha “e o dobro em França”.

O governante francês referiu que a reforma da proteção social visa penalizar mais o consumo e menos o trabalho e é inspirada na ação do antigo chanceler social-democrata alemão Gerhard Schroeder.

A taxa normal de IVA passa para 21,2 por cento, o que permite compensar isenções de encargos no valor de 13 mil milhões de euros.

O presidente francês anunciou ainda que a França vai adotar a partir de agosto uma taxa de 0,1 por cento sobre transações financeiras esperando que outros países europeus que até agora têm sido hostis a esta medida a sigam.

O presidente francês, que recusou confirmar formalmente que é candidato às presidenciais, previstas para 22 abril e 6 de maio, assinalou ainda que a crise na zona euro melhorou.

“A Europa já não está à beira do abismo”, afirmou na véspera de uma cimeira europeia em Bruxelas

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