Organização Internacional do Trabalho alerta para desemprego jovem em Portugal

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O desemprego jovem é um dos maiores obstáculos à rápida recuperação do mercado laboral, revela hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostrando uma especial preocupação em relação aos países do sul da Europa, Portugal incluído.

No relatório sobre Tendências de Emprego, a OIT assume que Portugal, Grécia e Irlanda estão entre os países mais afectados por esta realidade tendo destruído, entre 2007 e 2012 cerca de 1,2 milhões de empregos, 75% do total de empregos perdidos durante este período.

Leia também: O mapa mais preocupante da Europa: o do desemprego

“Os jovens adultos são os primeiros a enfrentar perdas de emprego em tempos de crise devido à pouca antiguidade e maior proteção dos mais antigos”, revela a organização, acrescentando que, depois de uma perda de emprego, os jovens muitas vezes não conseguem beneficiar de programas de emprego a eles dirigidos ou formações que aumentem as suas possibilidades de reentrar no mercado laboral. Isto, revelam, faz com que “o regresso ao emprego para este grupo etário seja demasiado moroso”.

Nos dados que divulgou para o terceiro trimestre de 2013, o INE estima um desemprego jovem de 36%, com 260,7 mil pessoas empregadas nesta faixa etária, e 146,8 mil em situação de desemprego. Números que, no entanto, já têm vindo a cair nos últimos meses – no terceiro trimestre de 2012, a taxa de desemprego jovem atingiu os 39%, com 237,1 mil portugueses em situação de desemprego.

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