Europa

Os 28 voltam às negociações para decidir os próximos líderes europeus

European Commission President Jean-Claude Juncker attends a round table at the European Union leaders summit that aims to select candidates for top EU institution jobs, in Brussels, Belgium June 30, 2019. Geoffroy van der Hasselt/Pool via REUTERS *** Local Caption *** 55310904
European Commission President Jean-Claude Juncker attends a round table at the European Union leaders summit that aims to select candidates for top EU institution jobs, in Brussels, Belgium June 30, 2019. Geoffroy van der Hasselt/Pool via REUTERS *** Local Caption *** 55310904

A maratona negocial dos líderes europeus deste domingo e segunda-feira não foi suficiente para que um entendimento sobre os nomes que devem ocupar os cargos de topo na União Europeia nos próximos anos fosse alcançado. O holandês Frans Timmermans era, esta segunda-feira, o homem que aparentava estar melhor colocado para suceder a Jean-Claude Juncker.

Quem vai ser o próximo presidente da Comissão Europeia? E quem vai ocupar os outros cargos de topo dentro da União Europeia: a presidência do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu, o cargo de Alto Representante para a Política Externa e o Banco Central Europeu? É na resposta a estas questões que os líderes europeus têm estado a trabalhar e encontrar uma solução consensual que não está a ser uma tarefa fácil.

O Conselho Europeu tem a missão de nomear quem vai presidir à Comissão Europeia, ao Conselho e ao BCE, além do cargo de Alto Representante da União Europeia para a Política Externa. Ao Parlamento Europeu cabe a eleição do seu presidente. Todavia, a Europa habitualmente negoceia quem vai ocupar os cargos para que sejam respeitados equilíbrios partidários, geográficos e de género.

No encontro de junho, uma posição unânime em relação aos nomes não foi alcançada. Os chefes de Estado e de Governo europeus também não conseguiram deslindar o processo no encontro que arrancou no último domingo e se prolongou até ontem. À saída do encontro, os líderes europeus não esconderam desavenças.

“Muitos indivíduos não facilitaram um acordo porque têm ambições pessoais”, indicou o presidente de França, Emmanuel Macron, citado pelo Politico. “O que está a faltar à volta da mesa é o sentimento e o dever de defender o interesse público europeu. Temos todos de defender os nossos países mas também defender o interesse público europeu. Quando há muitas agendas escondidas, não somos bem-sucedidos”.

O primeiro-ministro português mostrou-se frustrado com a maratona negocial de 18 horas, que foi suspensa esta segunda-feira e vai ser retomada hoje. “Tudo deu errado e obviamente o resultado é muito frustrante”, disse citado pelo mesmo meio de comunicação, acrescentando que se referia ao facto de o “Conselho ser incapaz de tomar decisões e construir soluções que tenham o apoio maioritário no Conselho e no Parlamento Europeu”.

Angela Merkel reconheceu que aos jornalistas que não houve votações relativas a qualquer combinação de liderança. “Todavia, a política é sobre tentar alcançar o que é possível e isso requer algum tempo por vezes”, disse a chanceler alemã. Já o primeiro-ministro italiano fez notar que há cerca de uma dezena de países dentro do bloco comunitário que é contra o plano elaborado em Osaka, cidade japonesa onde decorreu este fim de semana o encontro do G20.

Delineado entre a líder alemã, o presidente francês, o primeiro-ministro holandês e o chefe de Governo de Espanha, o plano previa que a presidência da Comissão Europeia seria entregue aos Sociais Democratas europeus, onde está inserido o PS, e que tem como candidato o holandês Frans Timmermans.

A hora de Timmermans?
Com 58 anos, o holandês Frans Timmermans é a aposta dos Socais Democratas europeus para a principal cadeira dentro da União Europeia. E se for a personalidade escolhida, não vai ser um estranho aos corredores de Bruxelas. Além de ter sido o primeiro vice-presidente da Comissão Europeia na era Juncker, o holandês já foi ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda, secretário de Estado e deputado no parlamento holandês.

O seu nome não é consensual. A Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia já deram a conhecer a sua oposição a este nome. Por isso, não é garantido que o holandês se torne o sucessor de Jean-Claude Juncker. Na corrida estará ainda o alemão Manfred Weber, o candidato do Partido Popular Europeu, grupo político que captou mais lugar nas eleições de maio.

O que é certo é que, independentemente de quem se trata, para ser eleito para a presidência da Comissão, o político tem de ter o apoio de 72% dos 28 estados-membros, que têm de representar pelo menos 65% da população da UE, de acordo com a Reuters.

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