Os dez números do desemprego em 2014

A taxa de desemprego anual em 2014 fixou-se em 13,9%, segundo dados do INE. Este valor representa menos 0,3 pontos do que o previsto pelo Governo no Orçamento Retificativo, mas esta redução não é refletida de igual forma no aumento do emprego em Portugal. No total do ano passado, o INE contabilizou menos 129,2 mil pessoas desempregadas em Portugal para mais 70,1 mil pessoas empregadas. Havia ainda menos 59 mil ativos no País.

Conheça os dez números que marcam o ano de 2014:

1- Menos 129,2 mil desempregados

O número de pessoas desempregadas caiu 15,1% em 2014. A faixa etária mais responsável por esta melhoria é a dos 25 aos 34 anos, onde houve uma redução de 21,3% no número de desempregados. Isto significa que houve menos 47 mil pessoas numa situação de desemprego. Também a faixa etária seguinte, dos 35 aos 44 anos, sentiu algum alívio do mercado de trabalho durante o ano passado, com a saída de 38,2 mil pessoas do desemprego (-18,3%). Os jovens viram o desemprego caiu 11,5%, para 131,4 mil sem emprego.

2 - Desemprego de Longa Duração também cai

Os desempregados de longa duração, há mais de um ano a procurar emprego, também caíram em 2014. O INE contabiliza menos 55 mil DLD em Portugal, o que representa um recuo de 10,4% face ao ano anterior. Se a procura for até 11 meses, a redução é maior: 22,9%.

3 - Mais emprego para menos qualificados

Maior nível de escolaridade já não é sinónimo de maior empregabilidade, pelo contrário. No ano passado, o desemprego caiu mais para as pessoas com menor nível de formação (básico - 3º ciclo). O recuo de 18,6% foi superior ao dos portugueses com o ensino secundário, pós-secundário ou até ensino superior. Aliás, depois destes trabalhadores indiferenciados, só os que têm uma formação superior conseguiram sair mais rapidamente do desemprego (-12,5%). Quem tem apenas o secundário ou pós-secundário só viu o desemprego caiu -8,5%.

4- Agricultura e Pesca com menos desemprego

O número de desempregados no setor primário que envolve a agricultura, produção animal, caça, floresta ou pesca caiu 26% face a 2013. Esta redução foi a mais acentuada entre os vários setores e contrasta com o desemprego na área dos serviços, onde a redução foi de 12,5%.

5 - Menos 59 mil ativos

A população ativa, que agrega os portugueses entre os 15 e os 64 anos aptos para trabalhar ou para procurar um emprego, tem vindo a cair desde o início da crise económica. No ano passado não foi excepção, com o INE a reportar uma perda de 59 mil portugueses (-1,1% dos ativos). Isto pode acontecer por via de uma diminuição de nascimentos, das saídas antecipadas para a reforma e ainda da emigração. A perda de ativos também se relaciona com os desistentes e pessoas que já não estão disponíveis para trabalhar.

6 - Número de inativos inalterado

A população inativa recuou -0,1%, o que representa uma variação praticamente nula face ao ano de 2013. Contam-se ainda 5.161,7 portugueses que não estão disponíveis para trabalhar tanto por estarem a estudar, serem domésticos, reformados ou outros.

7- Emprego para mais 70 mil

Durante o ano passado foram criados 70 mil empregos em Portugal. O INE não refere que parte corresponde a medidas ativas de emprego ou situações de criação direta de postos de trabalho, mas explica que, no total do ano passado, a população empregada fixou-se em 4.499,5 mil pessoas, mais 1,6% do que em 2013.

8- Acelera contratação de jovens

A contratação de jovens entre os 15 e os 24 anos manteve-se instável durante o ano passado. Mesmo assim, no fecho do ano passado havia 246,5 mil jovens empregados, mais 2,2% do que um ano antes. A inserção de jovens no mercado de trabalho rivalizou com a de pessoas entre os 45 e os 64 anos, faixa etária que tem sido, igualmente, alvo de medidas ativas de emprego. Neste segmento, houve um aumento de 2,5% nas contratações.

9 - Contratos a termo certo dominam

As contratações feitas a prazo estão a crescer a um ritmo mais elevado do que as contratações sem termo. No ano passado, o INE contabilizou 3.611,0 mil contratações sem qualquer prazo, o que representa um aumento de 4,4% face a 2013. Os contratos a prazo foram 644,4 mil mais 5,7% do que um ano antes.

10 - Açores tem maior taxa de desemprego

A taxa de desemprego por regiões continua a mostrar-se bastante assimétrica. No ano passado, a taxa de desemprego em Portugal foi de 13,9% mas, se na região centro caiu para 10,6%, nos Açores mantém-se em 16,3%, a mais elevada do País. Também na Madeira o desemprego ascende a 15% e, no continente, o Algarve é a região mais problemática com uma taxa de desemprego de 14,5%.

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