Ouro de Portugal vale 15 mil milhões

Ouro recupera brilho
Ouro recupera brilho

O ouro perdeu o brilho em 2013. Depois de ter arrecadado ganhos de 7% no ano passado, terminando assim pelo 12º ano consecutivo a acumular valor – o que representa o maior ciclo de ganhos dos últimos 90 anos – o metal precioso tem vindo a desvalorizar nos mercados internacionais e, consequentemente, a retirar valor às reservas deste metal detidas pelos países. Portugal não é exceção.

As reservas de ouro detidas pelo Banco de Portugal estão hoje, face ao preço atual de mercado, avaliadas em quase 15 mil milhões de euros.

As contas são simples de se fazer. Portugal detém quase 383 toneladas de ouro que, face à cotação atual do metal precioso, de 1.590 dólares a onça ‘troy’, equivalem a um montante de 14,92 mil milhões de euros.

Fazendo a análise desde o arranque do ano, Portugal viu o valor das suas reservas de ouro desvalorizarem em 4,5%, ou em 700 milhões de euros, já que no final de 2012 os stocks estavam avaliados em 15,6 mil milhões de euros.

De acordo com os dados mais recentes do World Gold Council, relativos a fevereiro, Portugal está no top 15 dos países do mundo com mais reservas de ouro. Segundo aquele organismo, Portugal está na 14ª posição.

Além de só deter este metal nos seus cofres, o Banco de Portugal não compra nem vende ouro desde o terceiro trimestre de 2006. As últimas vendas ocorreram em 2003 e 2006 ao abrigo de um acordo com outros bancos centrais, que limita as vendas deste ativo.

Ouro caminha para a maior queda mensal desde maio

Os tempos de esplendor do ouro parecem ter acabado, pelo menos por enquanto. O metal precioso tem vindo a recuar desde o arranque do ano e caminha este mês para aquela que será a maior queda mensal desde maio e o maior ciclo de perdas desde 1997, ao arrecadar uma quebra de quase 5% em fevereiro.

Na base desta performance está a melhoria registada pelas maiores economias do mundo, a recuperação nos mercados acionistas, as políticas de maior flexibilidade do banco centrais norte-americano aos programas de estímulo económico e a consequentemente desvalorização do euro face ao dólar.

Considerado como um ativo de refúgio em tempos de crise, e tendo em conta os recentes indicadores macro favoráveis que têm sido anunciados na Ásia e nos Estados Unidos, os investidores deixaram de sentir a necessidade de apostar no ouro para se salvaguardarem de notícias “indesejáveis” e têm vindo a desfazer-se das suas posições no metal amarelo.

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