Subsídios de desemprego crescem 37% face há um ano

Dados da Segurança Social indicam que havia em setembro 230 303 beneficiários da prestação. Taxa de cobertura está em 56%.

O número de beneficiários de prestações por desemprego atingiu em setembro 230 303, num crescimento de 37% face ao mesmo mês do ano passado. Em termos mensais, a atribuição dos subsídios subiu em 3%, com a taxa de cobertura entre desempregados registados no Instituto de Emprego e Formação Profissional a melhorar ligeiramente, para 56%.

Grande parte da subida nos beneficiários decorre do aumento do desemprego na pandemia, com o crescimento registado nos seis meses desde março a ficar em 32%, apontam os dados publicados nesta terça-feira.

De acordo com o histórico de informação estatística da Segurança Social, o número de beneficiários de prestações por desemprego em setembro é o mais elevado num período de mais de três anos, a contar desde abril de 2017.

No que diz respeito à evolução do último mês face a agosto, quando o desemprego registado nos centros IEFP somou mais 843 pessoas (para mais de 410 mil), o número daqueles que recebem prestações por perda de trabalho aumentou em 5 735, em termos absolutos. Metade eram mulheres entre os 35 e os 44 anos.

A subida mensal nas prestações registada em setembro, com consequente aumento da taxa de cobertura das prestações por desemprego, reflete sobretudo o crescimento no número daqueles que recebem o subsídio social de desemprego subsequente, que aumentou em 10% para 21 597 beneficiários

Já o subsídio de desemprego cresceu 2%, para 197 398 beneficiário. Em sentido oposto, o subsídio social de desemprego inicial caiu 2%, para 10 700 beneficiários.

O que também caiu foi o valor médio das prestações, que em setembro ficou em 494,85 euros, o valor mais baixo desde março de 2019.

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