Pagamentos em atraso dos serviços públicos pioram 221 milhões de euros

Centeno diz que reforço de capital dos hospitais feito no final de 2017 "vai garantir uma redução dos pagamentos em atraso mais pronunciada em 2018".

O valor dos pagamentos em atraso dos serviços públicos aos seus fornecedores piorou em 2017. De acordo com uma nota das Finanças, divulgada esta quinta-feira, esse volume de pagamentos fora do prazo estipulado aumentou 221 milhões de euros no ano passado face a 2016.

O ministério de Mário Centeno desdramatiza, dizendo nessa mesma nota sobre a execução orçamental que fecha o ano de 2017 que entre novembro e dezembro últimos verificou-se "uma redução substancial de 280 milhões de euros".

Mais de mil milhões de euros atrasados a fornecedores

Significa isto que os serviços públicos terão 1.075 milhões de euros em atraso junto dos seus fornecedores.

Essa quebra "foi concentrada nos Hospitais EPE , com uma redução dos pagamentos em atraso de 265 milhões de euros" no mês em causa face ao anterior, acrescenta.

O ministério antevê que "o reforço de capital nos Hospitais EPE de 500 milhões de euros, realizado no final de 2017, vai garantir uma redução dos pagamentos em atraso mais pronunciada em 2018".

Dívida comercial total nos 1,6 mil milhões

Estes pagamentos em atraso (dívidas a fornecedores com mais de três meses além do prazo) fazem parte da chamada dívida comercial ou não financeira.

Segundo as Finanças, apesar dos atrasos terem piorado, a dívida como um todo até desceu. "Reduziu-se 270 milhões de euros em termos homólogos", refere o gabinete do ministro.

Ou seja, o stock de dívida não financeira deverá rondar agora os 1,6 mil milhões de euros, segundo cálculos do Dinheiro Vivo com recurso a estes novos dados das Finanças.

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