Comércio online

Gastamos mais nas compras online do que nas lojas físicas

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Portugueses estão a recorrer mais à Internet para fazerem as suas compras, pagas com cartão bancário.

Se a azáfama das compras tem visibilidade inequívoca nas ruas, há outro canal, menos evidente, mas igualmente próspero: o comércio online.

Os dados mais recentes da SIBS, de janeiro a setembro, mostram que os portugueses fizeram, este ano, mais 4,6 milhões de operações de compra com cartão bancário, do que um ano antes, num total de 22,9 milhões de movimentos.

Mas, não só fizeram mais compras como gastaram mais dinheiro: o montante investido atingiu até o valor mais elevado desde 2013. Foram 1527 milhões de euros, uma subida homóloga de 176 milhões de euros.

Menos contidos na realidade virtual

Por outro lado, o valor médio por compra online paga com cartão foi de 67 euros, montante abaixo do de 2015 (73 euros), mas muito acima do valor médio das compras nas lojas físicas, que rondou os 37 euros nos últimos dois anos.

Ainda de acordo com a empresa que gere a rede Multibanco, os portugueses preferem fazer compras em sites baseados no Reino Unido (41,4%), com os portais luxemburguesas a ocuparem a segunda posição (11,6%). Portugal surge apenas no terceiro lugar das preferências, com 8,9% das aquisições.

No entanto, os consumidores portugueses sentem-se confortáveis a fazer compras em sites nacionais, uma vez que o valor médio das transações é dos mais elevados, atingido 92,6 euros, contra, por exemplo, os 50,3 euros pagos em média pelos bens adquiridos através de sites sediados no Reino Unido.

Apesar do crescimento do recurso ao comércio online, as compras através da internet representam apenas 3,3% do total das aquisições feitas com cartão, ressalva a SIBS.

Tendência para crescer

Segundo o estudo ACEPI/IDC – Economia Digital em Portugal, 30% dos portugueses fizeram compras online em 2015, fatia que deverá duplicar até 2025. E se, no ano passado, se gastaram 3803 milhões de euros nesta via, o mesmo estudo aponta um crescimento para 9194 milhões de euros em igual horizonte temporal, ou seja, o valor gasto em Portugal no comércio eletrónico deverá mais do que triplicar numa década.

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