Ataque a campos petrolíferos

Países árabes pediram, EUA reforçam presença militar no Médio Oriente

Bandeira iraniana numa plataforma petrolífera do Golfo.
REUTERS/Raheb Homavandi
Bandeira iraniana numa plataforma petrolífera do Golfo. REUTERS/Raheb Homavandi

O Pentágono anunciou na sexta-feira que os EUA vão enviar reforços militares para a região do Golfo, a pedido da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, em resposta a ataques a campos petrolíferos atribuídos ao Irão.

O secretário de Defesa, Mark Esper, disse que o ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita, no sábado passado, representa “uma escalada dramática da agressão iraniana”, que justifica o reforço de forças militares na região do Golfo.

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Durante uma conferência de imprensa, no Pentágono, o secretário de Defesa recordou ainda a destruição de um veículo aéreo não tripulado (‘drone’) norte-americano abatido pelas forças iranianas, em junho, e a apreensão de um petroleiro britânico pelo Irão, para explicar a decisão. “Para evitar novas escaladas, a Arábia Saudita solicitou assistência internacional para proteger a infraestrutura energética do reino, e os Emirados Árabes Unidos também pediram ajuda”, disse Esper.

“Em resposta aos pedidos dos dois reinos, o Presidente [Donald Trump] aprovou o envio de forças americanas, que serão defensivas por natureza e focadas principalmente na força aérea e na defesa antimísseis”, acrescentou o secretário de Defesa.

Presente na conferência de imprensa esteve igualmente Joe Dunford, chefe de Estado Maior, que disse não estar ainda decidido o número exato de soldados, nem o tipo de equipamento que será enviado como reforço, mas avançou que será um destacamento “moderado”.

Estados Unidos e Irão atravessam uma fase de tensão crescente, desde que Washington acusou Teerão de não respeitar o acordo nuclear, impondo fortes sanções económicas, e perante o anúncio do aumento de produção de urânio enriquecido por parte do Irão, como retaliação pelas sanções.

Em maio, os EUA enviaram um porta-aviões e uma unidade de aviões bombardeiros para o Médio Oriente, como medida defensiva de ações do Irão contra interesses norte-americanos na região.

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