CPLP

Países lusófonos e banca acertam acordo para financiar economias

João Lourenço, Presidente da República de Angola. Fotografia: REUTERS/Kenny Katombe
João Lourenço, Presidente da República de Angola. Fotografia: REUTERS/Kenny Katombe

O BAD e a CPLP assinaram quarta-feira uma declaração para apoiar o "Pacto de Financiamento para o Desenvolvimento dos Países Lusófonos em África".

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram quarta-feira uma declaração para apoiar o “Pacto de Financiamento para o Desenvolvimento dos Países Lusófonos em África”.

O presidente do BAD, Akinwumi Adesina, e Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da CPLP, assinaram o acordo à margem da 12.ª Cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos países lusófonos em Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde.

A assinatura do pacto está prevista para o Fórum de Investimento para África que se vai realizar de 07 a 09 de novembro em Joanesburgo, África do Sul.

“Existem grandes oportunidades para construir os longos laços históricos, linguísticos e culturais entre esses países, e com Brasil e Portugal, para formar parcerias (…) que possam acelerar o crescimento económico, impulsionar o desenvolvimento do setor privado e assegurar uma transformação (…) mais rápida”, disse Adesina durante a sessão plenária da cimeira, citada num comunicado do BAD.

“O Banco Africano de Desenvolvimento reconhece que os países africanos de língua portuguesa não formam blocos económicos contíguos semelhantes às zonas de língua francesa ou inglesa. Eles, portanto, tendem a ser marginalizados “, observou Adesina durante seu discurso.

Com 267 milhões de habitantes em todo o mundo, os países lusófonos possuem vastas reservas de petróleo e gás, agricultura, turismo e recursos marinhos para a economia azul. Juntos, formam o quarto maior produtor de petróleo do mundo.

“O pacto fortalecerá o papel do setor privado na promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo nos países africanos de língua oficial portuguesa. Um de seus principais objetivos passa por atrair investimentos para ajudar os países africanos lusófonos a agregar valor aos produtos de consumo e recursos naturais locais, impulsionar a industrialização, criar empregos e aumentar o crescimento sustentável”, pode ler-se na mesma nota.

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