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Pandemia atira dona do Correio da Manhã para quebra 20% de receitas até junho

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

A Cofina revela que o resultado líquido do 1º semestre será negativo. Contas até junho do grupo dono do Correio da Manhã ainda não são conhecidas.

O grupo Cofina registou uma quebra das receitas de 20% no primeiro semestre de 2020, num período assinalado pelo surgimento e prevalência da pandemia da covid-19, mas o resultado operacional manteve-se positivo.

Segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre a “evolução do negócio no contexto COVID-19”, que não apresenta ainda os valores absolutos das diferentes rubricas, no primeiro trimestre de 2020 as receitas da Cofina sofreram uma quebra de 8%, se comparada com o mesmo período de 2019.

A Cofina alerta que o resultado líquido do primeiro semestre será negativo e indica que vai proceder à publicação das contas relativas a este período quando se encontrarem “concluídas e aprovadas”.

Após a declaração da pandemia da covid-19 e a declaração do estado de emergência e confinamento que se lhe seguiu, “as receitas totais acumuladas no primeiro trimestre passaram a refletir uma variação negativa de 8%, quando comparadas com o período homólogo de 2019, com um decréscimo de 10% de receita de circulação, um decréscimo de 8% nas receitas de publicidade e um decréscimo de 2% nas restantes receitas”, indica o texto.

A administração da sociedade acrescenta que, no segundo trimestre de 2020, foi registada uma quebra das receitas de perto de 32%, com um decréscimo de 32% na receita de circulação, 45% na receita de publicidade e 12% nas restantes.

“Em consequência do exposto, no acumulado do semestre, a quebra nas receitas totais foi de 20%, com um decréscimo de 21% na receita de circulação, 29% na receita de publicidade e 7% nas restantes receitas”, acrescenta o documento.

O grupo sublinha as “condições materialmente adversas para toda a economia” derivadas do surto epidemiológico, sublinhando “que se sentiram fortemente no setor dos media”.

O comunicado sublinha que a sociedade adotou de imediato “medidas de redução e absoluto controlo de custos” e que permitiu que, no acumulado do primeiro semestre de 2020, o resultado operacional permaneça positivo.

“O resultado operacional, apesar de incorporar os custos com a operação de aquisição da Media Capital e outros custos não recorrentes, [permanece] claramente positivo, assim como o EBITDA que, apesar de ter sofrido uma redução, permanece igualmente positivo”, acrescenta.

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