Pandemia veio agravar dificuldades económicas já existentes

Mais de metade dos portugueses inquiridos no relatório da Intrum não pagou as suas contas dentro dos prazos porque não tinha dinheiro.

A pandemia do novo coronavírus só veio acentuar as dificuldades financeiras de grande parte das famílias portuguesas. Já no ano passado, havia indicadores sobre o aperto em que viviam muitos agregados, cujos salários não cobriam todas as contas mensais.

No Dia Internacional da Família, um estudo do European Consumer Payment Report da Intrum revela que, em 2019, mais de metade dos portugueses inquiridos no relatório (56%) não pagou as suas contas dentro dos prazos porque não tinha dinheiro. A média europeia aponta para os 48%.

Para cumprir com os compromissos financeiros, 65% pediu dinheiro emprestado a amigos ou familiares. E, neste aspeto, os portugueses também estão acima da média europeia, que se situa nos 60%.

Segundo a Intrum, as famílias portuguesas priorizam todos os meses o pagamento das contas de gás, água e eletricidade (84% dos inquiridos), seguindo-se as de saúde (57%) e internet (52%).

No ano passado, já 61% das famílias inquiridas sentia uma enorme preocupação face ao aumento das contas, diz o estudo.

Como adianta Luís Salvaterra, diretor geral da Intrum Portugal, "em 2019, mais de metade das famílias portuguesas inquiridas acreditava que as suas contas estavam a aumentar mais rápido do que o seu rendimento" e, agora, "com uma perspetiva pouco positiva face aos próximos meses, os portugueses estão ainda mais receosos face ao futuro".

O European Consumer Payment Report analisa os comportamentos de pagamentos em 29 países.

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