Comércio internacional

Paragem da Autoeuropa fez abrandar exportações em agosto

Fotografia: Rui Coutinho / Global Imagens
Fotografia: Rui Coutinho / Global Imagens

Défice da balança comercial foi de 1709 milhões de euros

As exportações portuguesas abrandaram em agosto, crescendo apenas 2,6%, bem abaixo dos 13,8% do mês anterior, ficando-se pelos 4.058 milhões de euros. A culpa é da semana extra de paragem que a Autoeuropa teve de fazer em agosto, além das duas já habituais, para adaptar a fábrica de Palmela às novas regras de emissões. As exportações de automóveis e de outro material de transporte caíram, respetivamente, 17,1% e 42,6% face ao período homólogo e o Instituto Nacional de Estatística explica precisamente que este decréscimo se deveu “à paragem para férias de algumas empresas do setor que, no ano anterior, se havia verificado num período distinto”, em referência ao fecho da Autoeuropa, o ano passado, em julho por causa do arranque da produção em série do T-Roc em agosto de 2017.

Os dados do INE mostram, ainda, que as importações abrandaram também, mas a um ritmo menor, crescendo 8,6% em agosto, contra os 11,9% de julho, e atingindo os 5.767 milhões de euros. Excluídos os combustíveis e lubrificantes, o aumento das exportações foi de 1,7% e o crescimento das importações ficou-se pelos 1,9%.

Números que elevam para 1.709 milhões de euros o défice da balança comercial de bens, 351 milhões acima do mês homólogo de 2017. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo da balança comercial foi negativo em 1.124 milhões, mais 28 milhões de euros comparativamente a agosto de 2017.

Na análise por categorias de produtos, destaque para o crescimento de 10,2% nas exportações de fornecimentos industriais e de 12,3% nos combustíveis e lubrificantes. Nas importações, e com exceção do material de transporte, que caiu 9,7%, todas as grandes categorias subiram. A importação de combustíveis e lubrificantes foi 59,2% ao valor de agosto de 2017 “antecipando uma paragem na refinaria de Sines” prevista ainda este ano.

Em termos de países de destino, o INE destaca o crescimento das exportações para Itália (53,8%), Estados Unidos (19%) e França (11,5%). Já os maiores decréscimos ocorreram nas vendas para a Alemanha (-12,2%), Brasil (-44%) e Reino Unido (-12%). Quanto às importações, os “aumentos mais expressivos” em termos homólogos correspondem às compras a Espanha (5,5%), Brasil (95,6%) e Alemanha (6,7%), enquanto as importações da Rússia caíram 55,7% sobretudo devido aos combustíveis e lubrificantes.

No trimestre terminado em agosto, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 8,9% e 12,6% face ao mesmo mês de 2017.

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