Greve dos motoristas

Pardal Henriques deixa de ser porta-voz do Sindicato dos Motoristas

O advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pardal Henriques (C), acompanhado pelo presidente do sindicato, Francisco São Bento (D), à saída da reunião com o governo. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
O advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pardal Henriques (C), acompanhado pelo presidente do sindicato, Francisco São Bento (D), à saída da reunião com o governo. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

O até agora representante do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas vai ser candidato às legislativas pelo PDR.

Pedro Pardal Henriques vai deixar de ser a cara do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas. Em comunicado enviado à imprensa, o advogado justifica a decisão com a candidatura às próximas eleições legislativas, nas quais será o cabeça-de-lista por Lisboa do PDR, partido liderado por Marinho Pinto.

Na nota, Pardal Henriques esclarece que continuará, no entanto, a ser o representante jurídico do sindicato, que esta quarta-feira convocou uma nova paralisação, desta feita às horas extraordinárias, fins de semana e feriados.

“Continuarei a representar juridicamente este Sindicato, assim como o Sindicato dos Seguranças e Vigilantes de Portugal, o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, assim como outros Sindicatos e causas que aceitei defender, e fá-lo-ei com a mesma determinação, dinamismo e empenho como emprego em todas as causas que defendo”, lê-se na nota.

O advogado sublinha que sai de cena do conflito que opõe os motoristas aos patrões “por forma a não misturar o que poderia ser interpretado como campanha eleitoral”.

Deixa ainda um recado ao porta-voz da Antram, afirmando que com esta decisão, a sua agenda fica esclarecida, “faltando esclarecer” a de André Matias de Almeida.

Com a candidatura ao Parlamento, Pardal Henriques diz que pretende “ser uma voz ativa por todas as causas” que tem vindo a defender, e que considera “que hoje não estão representadas no Parlamento Português”, dando o exemplo das reações dos partidos à greve dos motoristas que teve lugar na semana passada.

“Veja-se por exemplo a reação dos Partidos Políticos, e em especial dos partidos com assento parlamentar relativamente à utilização de todos os meios possíveis para através da força e da aliança com as empresas, dizimar os direitos constitucionais dos trabalhadores, que reclamam unicamente o pagamento do trabalho que fazem, sem esquemas fraudulentos”.

O advogado, que tem sido a figura mais mediática na luta dos motoristas, ressalva que nunca teve intenção de iniciar uma carreira política e acrescenta que continuará a “exercer a advocacia e a defender (…) o novo Sindicalismo Independente”.

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