crise energética

Pardal Henriques reage: “Vamos refletir sobre este atentado” ao direito da greve

combustíveis
Pedro Henriques, advogado e vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

No seguimento das medidas decretadas pelo executivo, "a greve só existe de nome", acusa o vice-presidente do sindicato.

“Hoje deveria ser feriado nacional porque aquilo que os senhores ministros fizeram foi tirar direitos aos portugueses e aos trabalhadores.” Foi desta forma que o advogado do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, reagiu ao anúncio dos serviços mínimos decretados pelo governo em caso de greve, a partir de 12 de agosto. “Vamos refletir sobre este atentado, esta barbaridade”, acrescentou em declarações à SIC, referindo-se à decisão de avançar efetivamente para a paralisação.

Pardal Henriques acusa a ANTRAM de não ter cumprido o que foi acordado.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, anunciou esta quarta-feira que os serviços mínimos decretados pelo governo em caso de greve, a partir de 12 de agosto, será de 100% dos trabalhadores das empresas de transportes no caso do abastecimento de combustíveis destinados à rede de emergência. Isto tendo por referência o período homólogo, o verão de 2017, ou seja uma altura do ano em que há um maior número de movimentações da população pelo país e viagens de férias.

Para os consumidores em geral, os serviços mínimos serão de 50%. Durante a greve, se a mesma for avante já na próxima segunda-feira, cada pessoa só poderá abastecer 15 litros de cada vez, tal como na greve de abril.

O vice-presidente do SNMMP foi duro nas críticas ao governo. “Sinto-me envergonhado por ser português”, acrescentando que, no seguimento das medidas decretadas pelo executivo, “a greve só existe de nome”.

Pardal Henriques considera que, de acordo com as palavras de Vieira da Silva, pedir aos motoristas para que façam as cargas e descargas “o governo está a decretar que estas pessoas tenham que trabalhar sem receber”. “Vivemos num país onde a ditadura é disfarçada com uma capa democrática”, acusa.

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