Greve dos motoristas

Pardal Henriques: “Serviços vão ser garantidos a 100% durante oito horas”

O advogado e porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O advogado e porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Representante do sindicato dos motoristas de matérias perigosas afirma que todos os trabalhadores estão escalados para trabalhar.

O porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse esta manhã, em Aveiras de Cima, que os trabalhadores escalados para efetuar os serviços mínimos “não vão fazer mais de oito horas”.

“Os serviços vão ser garantidos a 100% durante oito horas, tal como aconteceu ontem”, disse aos jornalistas. Confrontado sobre um eventual crime de desobediência relativamente à requisição civil decretada, Pardal Henriques reforçou que “o crime acontece quando estas pessoas se recusam a trabalhar. Não existe crime se forem cumpridas as oito horas”.

Tal como aconteceu no primeiro dia de greve, prevê-se que os motoristas acabem o turno por volta das 14:00 horas, não garantindo assim o abastecimento dos postos durante a tarde. “Ontem, os trabalhadores começaram às 6:oo horas, trabalharam oito horas e depois pararam e, é claro, que ficaram serviços por fazer”.

“Isto quer dizer que fazem cerca de metade das horas normais”, portanto “é normal que os serviços mínimos representem metade do serviço normal”, adiantou.

O advogado lançou ainda duras críticas às empresas que “reúnem os trabalhadores de manhã nas suas sedes e os ‘massacram’ para não fazerem greve”. Além disso, os patrões estão a obrigar os motoristas a começarem o turno todos à mesma hora, diz, apontando que, por isso, espera que haja constrangimentos à tarde.

O Governo decretou na segunda-feira uma requisição civil dos motoristas em greve para assegurar o abastecimento da Rede de Emergência, aeroportos, postos servidos pela refinaria de Sines e unidades autónomas de gás natural.

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