Comissão Europeia

Parlamento Europeu vota nova presidente da Comissão Europeia na terça-feira

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Fotografia: Francois Lenoir/Reuters
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

O nome de Ursula von der Leyen será votado na tarde de terça-feira, depois de um debate e de uma declaração em Estrasburgo

A votação para a eleição da alemã Ursula von der Leyen, designada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, decorrerá na tarde de terça-feira na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, foi hoje anunciado.

“A conferência de presidentes do Parlamento Europeu decidiu que a declaração de Von der Leyen terá lugar na próxima terça-feira, 16 de julho, às 9:00 [hora local, menos uma em Lisboa]. O debate decorrerá até às 12:30. A votação para eleição da presidente da Comissão está agendada para o mesmo dia, às 18:00”, precisou o porta-voz da assembleia europeia, Jaume Duch, na sua conta na rede social Twitter.

A candidata designada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia esteve reunida na quarta-feira com a conferência de presidentes do Parlamento Europeu, assim como com vários grupos políticos com assento no hemiciclo.

A ainda ministra da Defesa alemã necessita de obter uma maioria absoluta na votação agendada para a próxima terça-feira – metade dos eurodeputados mais um (376) — para ser presidente da Comissão Europeia, mas após a ronda de consultas com as famílias políticas a sua nomeação não parece certa.

Enquanto o grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) e os liberais do Renovar a Europa mantiveram a indecisão quanto ao sentido de voto das suas bancadas, condicionando-o às respostas que a política alemã der aos seus pedidos e aos compromissos que estiver disposta a assumir, os Verdes foram mais taxativos, declarando que não apoiarão a candidata indigitada na votação da próxima semana.

O nome de Ursula von der Leyen foi o ‘eleito’ pelo Conselho Europeu há uma semana, depois de uma longa maratona negocial que se prolongou durante três dias.

O processo foi duramente criticado por todas as famílias políticas no debate com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, realizado em 04 de julho, sobretudo por os Estados-membros terem deixado cair o modelo dos “candidatos principais”, ou ‘Spitzenkandidat’, que fora introduzido em 2014 e que o Parlamento queria que continuasse a servir para a eleição do presidente da Comissão.

À candidata alemã basta o apoio das três maiores famílias políticas — o ‘seu’ Partido Popular Europeu (PPE), socialistas e liberais –, as que estão representadas no Conselho Europeu e que acordaram o ‘pacote’ de nomeações para os cargos institucionais de topo da União Europeia para os próximos cinco anos.

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