Imobiliário

Parpública avança com venda dos terrenos da antiga Lisnave

Foto: DR
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A 14 de maio, a Baía do Tejo, pretende chamar "todos os operadores económicos" a assistirem à apresentação do projeto.

O concurso para a venda dos terrenos da área industrial da Margueira, em Almada, arranca no próximo mês com a apresentação do projeto que dará lugar à Cidade da Água. O anúncio foi publicado na imprensa esta sexta-feira, e é feito através da Baía do Tejo, participada da Parpública.

“A Baía do Tejo, SA tem intenção de proceder, durante o primeiro semestre de 2019, ao lançamento do concurso para alienação de terrenos situados na antiga área industrial da Margueira, na margem sul do rio Tejo, e entrega para exploração em regime de concessão, de duas áreas de domínio público hídrico, no mesmo território, destinadas à implantação de uma Marina de Recreio e de um Terminal de Passageiros”, mostra o aviso.

O Grupo Baía do Tejo é a participada com mandato para gestão e promoção imobiliária de ativos da Parpública e resulta da fusão da Quimiparque, SNESGFES e Urbindústria no Seixal. Estava, desde o ano passado, a desenvolver “ações preparatórias necessárias ao lançamento da operação de venda do território da Margueira”, segundo o relatório e contas da empresa relativo ao primeiro semestre.

Os terrenos têm uma área prevista de construção de 630.246 metros quadrados, e estão abrangidos pelo Pano de Urbanização de Almada Nascente. Está prevista a “construção de habitação, comércio, serviços, áreas culturais e edificações de usos fluviais”, num projetos que está conhecido como Cidade da Água e que, também deverá abranger um novo hotel, um museu e um centro de congressos.

A 14 de maio, a Baía do Tejo, pretende chamar “todos os operadores económicos” a assistirem à apresentação do projeto.

Está previsto que o Grupo Baía do Tejo assuma os custos de desmantelamento e responsabilidades ambientais existentes. Até final de 2017 (últimos números conhecidos) tinham sido aplicados 15 milhões de euros em projetos de loteamento, mas no ano passado, a empresa referiu a existência de uma provisão de cinco milhões para enfrentar “responsabilidades ambientais”.

Em entrevista ao jornal Público, no verão do ano passado, Miguel Cruz, presidente da Parpública, não tinha avançado valores para a venda, mas admitiu que a extensão do aeroporto de Lisboa para o Montijo era fator de valorização de toda a Margem Sul.

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