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Parpública duplica lucros para 139 milhões e dívida recua

Miguel Cruz, presidente da Parpública
Miguel Cruz, presidente da Parpública

Em três anos, o grupo que detém participações do Estado viu a dívida cair 2,7 milhões.

É um ciclo de três anos de “desempenho fortemente positivo” que chega ao fim com 370 milhões de euros de resultados e menos 2,7 mil milhões a pesar na dívida. Assim apresenta o grupo Parpública as suas contas relativas a 2019, um ano em que duplicou o lucro consolidado (de 70 milhões em 2018 para 139 milhões). As contas da SGPS também foram positivas, com um resultado a ascender a 190 milhões.

“A redução da dívida das empresas do Grupo Parpública ao longo dos últimos três anos constituiu o objetivo central estabelecido pela gestão da Parpública e uma orientação para as empresas que o integram”, explica a empresa, especificando que o grupo que detém as participações do Estado reduziu a sua dívida a quase metade do valor existente no início do triénio.

Nos resultados divulgados esta noite, explica-se que a Parpública foi a empresa que mais reduziu o nível de dívida nestes três anos, num total de 2,1 mil milhões de euros que corresponde a uma redução de 60%, “com a consequente redução dos juros suportados anualmente, cujo valor passou de mais de 160 milhões de euros, em 2017, para menos de 60 milhões em 2019”.

“Esta evolução do desempenho foi alcançada ao mesmo tempo que, no conjunto do Grupo, o investimento público realizado continuou a aumentar em relação ao ano anterior, tendo ultrapassado os 162 milhões, um acréscimo de quase 3% em relação ao ano de 2018.” A Parpública sublinha porém, mais do que o acréscimo anual, o valor do investimento realizado em 2019 pelas empresas do grupo, que mais que duplicou o realizado em 2016,” o que torna visível a orientação de crescimento e o compromisso das empresas em sustentar a sua capacidade de criação de valor no futuro”.

No ano passado, a Parpública tornou a aumentar o seu nível de autonomia financeira, atingindo os 74% do ativo total financiado por capitais próprios (eram 50% em 2017). Quanto ao prazo médio de pagamento a fornecedores, voltou a recuar, de 18 para 13 dias, adianta a holding, realçando a importância dessa redução sobretudo no atual contexto de pandemia, “sendo este valor praticamente incomprimível sem um impacto negativo na própria companhia”.

A Parpública realça ainda o “trabalho de grande relevância em matéria de sustentabilidade” prosseguido no último ano, com a produção de um terceiro Relatório de Sustentabilidade, que constitui um “exercício detalhado de accountability, e com o desenvolvimento de várias ações colaborativas ao nível do grupo, incluindo uma interessante ação de formação que liga as vertentes financeiras e de controlo de gestão com a da sustentabilidade”. Razões que levam a empresa a acreditar ter dado mostras de “total maturidade tecnológica e de uma forte capacidade de adaptação institucional” no contexto da covid-19.

“É muito positivo constatar-se que o planeamento e preparação (Disaster Recovery Plan) deram resultado. Também ao nível do grupo é de assinalar a forte resiliência, a diversos níveis, das empresas, tendo o processo de prestação de contas sido cumprido nos termos e calendários previstos e todas as Assembleias Gerais sido realizadas por recurso a meios telemáticos”, conclui a Parpública.

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