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Partido Popular Europeu perde deputados, mas continua a maior força do PE

Manfred Weber (ao centro), o alemão que preside ao PPE, é apoiado por Angela Merkel. Fotografia: EPA/PHILIPP GUELLAND
Manfred Weber (ao centro), o alemão que preside ao PPE, é apoiado por Angela Merkel. Fotografia: EPA/PHILIPP GUELLAND

Liberais de direita devem ganhar 34 lugares porque partido de Macron resolveu unir-se a este grupo político no PE. Extrema-direita também cresce.

O Partido Popular Europeu, a direita tradicional (cristãos democratas), deverá manter-se como a principal força política europeia, apesar de poder perder 40 deputados face ao sufrágio de 2014, passando a 173, segundo uma primeira estimativa do Parlamento Europeu. Já os liberais de direita devem ganhar 34 lugares porque o partido de Macron resolveu unir-se a este grupo político no PE.

Já a Aliança dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda força mais votada nas eleições europeias, manifestou este domingo a intenção de acabar com o “monopólio natural” do PPE, o mais votado, com “novas alianças”. Segundo esta estimativa do PE, os socialistas europeus podem ter perdido 40 assentos, passando a contar com 147 eurodeputados.

“Este não é o monopólio natural do PPE. Precisamos de novas coligações para melhorar as condições de vida das pessoas”, vincou Udo Bullmann, líder do S&D, falando no Parlamento Europeu, em Bruxelas, nas primeiras reações da noite eleitoral.

Preponderante na assembleia europeia desde 1999, o Partido Popular Europeu (PPE) ocupou, nesta legislatura, a maior bancada do hemiciclo, com os seus 217 eurodeputados a representarem 28,9% do hemiciclo (que tem um total de 751 parlamentares), uma realidade que, de acordo com a primeira estimativa divulgada pelo PE, irá manter-se, apesar de um projetado recuo que pode chegar aos 44 assentos.

Segundo esta projeção preliminar da composição do novo PE, que tem em conta sondagens à boca das urnas em 16 Estados-membros e projeções nos restantes 12, os socialistas europeus deverão continuar como segunda força na assembleia europeia, mas perdendo previsivelmente 40 assentos, passando a contar com 147 eurodeputados.

Na correlação de forças no hemiciclo há muito que o S&D é o ‘parceiro’ habitual do PPE, com as decisões maioritárias a serem tomadas pelas duas grandes famílias políticas europeias, sem necessidade de recorrer a terceiros — atualmente os dois blocos juntos atingem uma maioria de 404 em 751 -, algo que pode mudar na legislatura 2019-2024, uma vez que conservadores e socialistas ficarão longe da maioria, fixada nos 376 eurodeputados.

A alteração do equilíbrio de forças no PE resulta maioritariamente da ascensão da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), que se tornará na nova terceira força no PE, com 102 assentos, mais 34 do que na legislatura atual.

Já esta tarde, foi anunciado que a Renascença (Renaissance En Marche), o nome pelo qual o partido do Presidente francês, Emmanuel Macron, fez campanha nestas eleições europeias vai unir-se aos liberais europeus, que serão rebatizados com o nome provisório de ALDE/ Renaissance/ USR+.

Extremistas de direita ganham terreno, mas menos do que se antecipava

A antecipada subida meteórica da Europa das Nações e das Liberdades (ENF), onde cabem a Liga Norte, de Matteo Salvini, e a União Nacional, de Marine Le Pen, não será, afinal, tão expressiva.

O grupo de extrema-direita poderá conquistar 30 assentos, para um total de 57, mas ainda assim ficará atrás dos Verdes europeus, que deverão chegar aos 71 (tinham 52), e dos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), terceira força desta legislatura que integra o partido nacionalista polaco Lei e Justiça (PiS) e o britânico Partido Conservador, que cedem 18 lugares.

A Europa da Liberdade e da Democracia Direta, que tem Nigel Farage como principal figura, deverá crescer para os 56 (mais 15 em relação à legislatura atual), enquanto a Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde deverá perder dez eurodeputados, para um total de 42.

A alteração do equilíbrio de forças no PE resulta maioritariamente da ascensão da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), que se tornará na nova terceira força no PE, com 102 assentos, mais 34 do que na legislatura atual.

Fonte: Parlamento Europeu

Fonte: Parlamento Europeu

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