Turismo de Natureza

Passadiços do Paiva reabrem a 13 de fevereiro com entradas a um euro

Acessos mediante compra de bilhete de 1 euro serão controlados por funcionários nas três entradas dos Passadiços do Paiva.
Foto: André Gouveia / Global Imagens )
Acessos mediante compra de bilhete de 1 euro serão controlados por funcionários nas três entradas dos Passadiços do Paiva. Foto: André Gouveia / Global Imagens )

Incêndio em setembro destruiu 600 metros dos Passadiços do Paiva, obrigando a encerrar para reconstruir.

Os passadiços sobre as escarpas do rio Paiva, em Arouca, reabrem ao público a 13 de fevereiro e com afluência limitada a 3.500 visitantes diários, o que obrigará ao controlo ‘online’ das entradas, que passarão a custar um euro.

A estrutura com mais de oito quilómetros, inaugurada em junho de 2015, rapidamente se tornou numa atração turística da região, pela sua paisagem natural ao longo das margens do rio e através de áreas até então intocadas, mas cerca de 600 metros desse percurso foram, em setembro, destruídos num incêndio, o que obrigou à evacuação dos visitantes que ali se encontravam.

Para evitar que circunstâncias idênticas possam repetir-se em momentos de maior afluência e complicar operações de socorro, a autarquia decidiu impor um limite de acessos à estrutura. Esses acessos serão controlados “através de uma plataforma ‘online’ que será oficialmente lançada a 1 de fevereiro”, como anunciou o presidente da Câmara, José Artur Neves, à Lusa.

Afluência será limitada a 3.500 visitantes por dia, limitando a confusão gerada no primeiro verão de atividade. Foto: André Gouveia / Global Imagens

Afluência será limitada a 3.500 visitantes por dia, limitando a confusão gerada no primeiro verão de atividade. Foto: André Gouveia / Global Imagens

Um quilómetro de passadiço manter-se-á de acesso livre, mas, para apreciação do percurso integral, os interessados terão de solicitar o seu direito de entrada através da Internet e, depois, apresentar o comprovativo dessa reserva aos funcionários que, nas três entradas do percurso, passarão a verificar os respetivos dados.

Com esse procedimento, a autarquia criou assim seis novos postos de trabalho, cujos honorários serão suportados por uma receita de bilheteira que o autarca espera vir a refletir os mesmos níveis de elevada afluência registados enquanto o acesso ao local era gratuito.

“Um euro é uma quantia irrisória, até a avaliar pela pressão que temos sentido por parte das unidades hoteleiras e das agências de turismo, com as pessoas sempre a perguntarem quando é que reabrimos os passadiços”, defende José Artur Neves. “E os cidadãos de Arouca terão um cartão de acesso gratuito ao local, para irem lá as vezes que quiserem”, acrescenta, embora referindo que a emissão do documento também terá um custo.

Outra novidade a ultimar para a reabertura é a transformação operada na zona que, até aqui, era apontada como a menos apelativa do passeio, por se afastar das margens do Paiva e obrigar a uma subida íngreme em terra batida, através do pinhal.

“A escadaria que começa na ponte de Alvarenga, no extremo próximo da praia do Areinho, não tinha continuidade quando chegava a essa parte”, recorda o presidente da Câmara. “Mas agora esse terreno é nosso e fizemos lá mais 200 metros de degraus, o que resulta numa escadaria ainda mais imponente do que a que já lá estava”, afirma.

Outra mais-valia desse troço é que permitirá aos visitantes observarem “um sobreiral muito antigo”, onde as árvores “conseguiram fixar raiz entre as pedras e cresceram no meio da rocha”, revelando o que José Artur Neves classifica como “uma resistência extraordinária”.

Além da recuperação do troço destruído pelo fogo e da implementação do sistema de controlo de acessos, a intervenção que a Câmara de Arouca vem realizando nos passadiços do Paiva desde setembro incluiu também a aquisição do terreno junto à ponte de Alvarenga e a criação de instalações sanitárias na Praia do Vau. O investimento da autarquia nesses trabalhos estima-se na ordem dos 124 mil euros.

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