Eleições legislativas

Passos adverte para cenário de “várias tentativas de Governo que poderão não resultar”

Passos afirmou que quem ganhar as eleições legislativas deve ter maioria absoluta.
Passos afirmou que quem ganhar as eleições legislativas deve ter maioria absoluta.

O primeiro-ministro considerou que PS e PSD/CDS-PP têm programas dificilmente conciliáveis e advertiu para um cenário de "várias tentativas de Governo que poderão não resultar", reafirmando que uma dessas forças deve ter maioria absoluta.

Sem querer “elaborar sobre cenários pós-eleitorais”, em entrevista à TVI, Pedro Passos Coelho defendeu que, qualquer que seja o resultado das legislativas, “ambos os lados” devem conseguir entender-se sobre “aspetos de natureza estrutural” como a natalidade e a Segurança Social.

“Mas isso não significa que seja o cimento de uma base de Governo. E é importante que os portugueses tenham uma perceção correta de que nós não devemos, é a minha convicção, nós não podemos andar dois anos ou três anos a seguir às eleições a ver se nos entendemos no Governo”, acrescentou o também presidente do PSD.

Remetendo a apresentação do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP para a próxima semana, Passos Coelho sustentou que as pessoas já sabem que a estratégia da atual maioria e o programa do PS “são duas propostas completamente diferentes”.

“E é bom que saibam que não é muito fácil que no dia a seguir às eleições elas se possam fundir, porque elas são realmente muito diferentes”, recomendou.

Segundo Passos Coelho, “com propostas tão diversas como aquelas que estão em cima da mesa significa”, para se entenderem, ou “os partidos abdicam de forma significativa do programa com que se propuseram ao eleitorado, e isso não é um bom princípio, ou que pura e simplesmente esse Governo não terá cimento suficiente, não terá consistência, não terá coerência para aguentar os quatro anos”.

“E então o que teremos não é um Governo de estabilidade, são várias tentativas de Governo que poderão não resultar”, advertiu.

A solução, reiterou, é haver uma maioria absoluta, “ganhe quem ganhar” as legislativas de 4 de outubro: “Por isso é que eu acho que é importante apostar num resultado que confira ao PS, se for esse o entendimento dos portugueses, que deem maioria absoluta ao PS, ou que deem maioria absoluta ao PSD e ao CDS-PP”.

“Estou de acordo com o Presidente da República, também acho que é importante que o próximo Governo que saia das eleições possa ter maioria no parlamento. E vou-me bater por ela, dentro da coligação que lidero, evidentemente”, afirmou.

Passos Coelho disse não acreditar que o Presidente da República “esteja convencido de que não vai haver uma maioria absoluta”, e considerou que Cavaco Silva o que quis foi elencar os “riscos associados” a um resultado eleitoral que não assegure a governabilidade.

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