Passos Coelho: “Não são os Governos que criam empregos”

Passos Coelho, primeiro-ministro
Passos Coelho, primeiro-ministro

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou hoje que o desemprego está dentro das previsões do Governo e que deverá diminuir quando a economia recuperar, dizendo que “não são os Governos que criam empregos”.

“O essencial é que a recuperação do emprego está intimamente relacionada com a recuperação da economia. Não são os Governos que criam empregos, toda a gente sabe isso. São as empresas que geram oportunidades de emprego na medida em que possam ter oportunidades de crescer também”, disse.

Passos Coelho falava em conferência de imprensa no Palácio de S. Bento, em Lisboa, e tinha sido confrontado pelos jornalistas com novos dados relacionados com o desemprego conhecidos hoje segundo os quais o número de inscritos nos centros de emprego aumentou 22,5% em outubro em termos homólogos e 1,7% face ao mês anterior, para 695 mil desempregados.

Garantindo que Portugal deverá voltar a crescer “de forma sustentada a partir de 2014”, o chefe do Governo acrescentou que “o emprego retomará portanto, de uma forma sensível, com o reforço da atividade económica que se espera a partir de 2014”.

“Este ano as nossas previsões apontam ainda para um ligeiro agravamento da situação do desemprego, que até final do ano se deverá situar dentro da média prevista”, afirmou, acrescentando: “As más notícias que vamos tendo não são más notícias que estejam fora daquilo que estávamos à espera”.

O primeiro-ministro foi ainda confrontado com declarações de hoje do Presidente da República, que defendeu que à consolidação orçamental se devem juntar elementos de crescimento económico vindos do investimento privado e de uma “redução menos brutal do consumo interno”.

Na resposta, Passos Coelho recusou comentar o “cenário macroeconómico” por estar a decorrer a sexta avaliação regular do programa de ajustamento financeiro assinado com os credores internacionais, lembrando que há um acordo entre o Governo e a ‘troika’ para não se fazerem declarações públicas nestas fases.

“O que posso dizer é o que o país sabe. No decurso do quinto exame regular o cenário macroeconómico é aquele que é conhecido de todos e a proposta de lei de orçamento que o governo apresentou na Assembleia da República está em linha com esse cenário. Não vemos nenhuma razão para estar a especular sobre a sua alteração”, afirmou.

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