Passos: “Fizemos o que era preciso, não governámos por imposição da troika”

"Há muito par fazer" no que resta da legislatura
"Há muito par fazer" no que resta da legislatura

O primeiro-ministro defende que o Governo fez o que era preciso nos últimos três anos e não governou por imposição da 'troika', e dramatizou o risco de se voltar atrás.

“Muitos daqueles que acham que agora que o Programa de Assistência Económica e Financeira acabou e que, portanto, já não precisamos de cumprir o memorando de entendimento e podemos discutir tudo outra vez sem constrangimentos de qualquer espécie, são os primeiros a não terem nenhuma consciência do que está em jogo”, afirmou Pedro Passos Coelho, no discurso de abertura da reunião do Conselho Nacional do PSD, a que a comunicação social pôde assistir, ao contrário do que é habitual.

O chefe de Governo sublinhou que o que foi feito nos últimos nestes três anos “não foi porque a troika impôs”.

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“Fizemos o que era preciso fazer num país que estava à beira da insolvência. Enquanto certos políticos não perceberem isto, adiantaremos pouco para o país. Enquanto muitos responsáveis que têm na sua mão decisões importantes para o futuro do país não compreenderem isto, comprometem as aspirações legítimas de uma recuperação sustentada da economia e de uma recuperação da credibilidade que é necessária no espaço europeu”, acrescentou, no que alguns interpretaram como uma alusão ao Tribunal Constitucional.

Segundo Passos Coelho, a campanha para as eleições europeias de domingo demonstrou “o nível de inconsciência política que ainda habita em muitos agentes” sobre os últimos três anos e o futuro do país.

“Aqueles que pensam, portanto, que as reformas que estivemos a fazer durante estes três anos, contrariados, foi o preço que tivemos de pagar porque tivemos de pedir dinheiro emprestado, não perceberam nada do que se passou nos últimos quinze anos e estão condenados a repetir os mesmos erros para futuro, e nós não queremos isso”, reforçou.

Passos Coelho declarou que “há muito para fazer” no que resta da legislatura, incluindo “défice para corrigir” e deixou “uma mensagem de tranquilidade” ao órgão máximo do PSD entre congressos: “O Governo, estou certo, sabe o que é preciso fazer e está coeso na sua tarefa de não dar por terminado o esforço que realizámos para livrar Portugal do resgate financeiro. Na verdade, a governação exige muito mais do que isso. Isso poderão encontrar do lado de todos os membros do Governo e, estou certo, da nossa coligação”.

Quanto a uma eventual coligação pré-eleitoral com o CDS-PP, disse: “A seu tempo, quer eu quer o doutor Paulo Portas teremos oportunidade de colocar aos nossos partidos a questão importante de saber como é que devemos fazer este caminho para futuro pensando nomeadamente nas eleições legislativas”.

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