Passos: “Não há nenhuma guerrilha com o Constitucional”

Seguro diz haver folga de 900 milhões, mas Passos diz que não
Seguro diz haver folga de 900 milhões, mas Passos diz que não

O primeiro-ministro rejeitou hoje a existência de qualquer clima de tensão entre o seu executivo e o Tribunal Constitucional. Após o chumbo de três medidas orçamentais, o Governo fez um pedido de aclaração aos magistrados do Palácio Ratton, que acabou por ser recusado.

“Não há nenhuma guerrilha com o Tribunal Constituicional porque o Tribunal Constitucional não é nenhum agente político”,disse Pedro Passos Coelho esta sexta-feira no Parlamento.

Passos apontou que a decisão do Constitucional vai obrigar o executivo a “encontrar soluções de menor qualidade” e que decisões dos magistrados ao longo dos anos têm “variado ao sabor das circunstâncias”.

Para o líder do maior partido da oposição, o Governo deveria fazer “aquilo que é correto e pagar os dois subsídios aos trabalhadores da Função Pública”.

“O Governo deveria estar mais preocupado em resolver os problemas dos portugueses do que em afrontar o Tribunal Constitucional, pois assim a vida dos portugueses estaria bem melhor”, acusou António José Seguro.

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Citando um relatório da da UTAO, os especialistas orçamentais do Parlamento, o líder socialista apontou que existe uma folga de 900 milhões de euros, o que poderia servir para repor os subsídios dos trabalhadores do Estado.

“Do que é que o primeiro-ministro está à espera de corrigir essa injustiça?”, questionou Seguro.

Em resposta, Passos Coelho disse que ter 900 milhões seria “uma coisa fantástica” pois significaria que “viveriamos bem daqui para a frente”. “O Governo não pode pagar por inteiro os subsídios. Não há folgas”, declarou.

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