Passos: Para baixar impostos temos de reduzir despesa do Estado

PM quer continuar a investir na educação
PM quer continuar a investir na educação

O primeiro-ministro defendeu hoje que a
indignação não é suficiente para “uma
política de resposta à crise” e sublinhou que o Governo quer baixar a carga fiscal mas isso só será possível depois de reduzir a despesa do Estado.

“Queremos uma fiscalidade mais baixa e mais compatível com o
potencial de crescimento da economia, mas ninguém pode
comprometer-se com impostos mais baixos sem cortar na despesa. Não poderemos ter impostos mais baixos se não
ajustarmos a despesa do Estado”, afirmou Passos Coelho, realçando que é precisamente nesse sentido que a reforma do Estado deve resultar em “poupanças significativas e permanentes”.

“Não só ninguém se pode arrogar o monopólio da
consternação perante as dificuldades e os sofrimentos das pessoas,
como também a indignação por si só não é suficiente para
constituir uma política de resposta à crise”, disse Pedro
Passos Coelho, no encerramento de uma conferência
promovida pela rádio TSF, no Pátio da Galé, em Lisboa.

Insistindo na importância de emagrecer consistentemente o Estado, o primeiro-ministro lembrou que é essencial “reavermos” a nossa autonomia “para definirmos políticas económicas e sociais”, e defendeu que o “pós-troika
será de tolerância zero” no que respeita à despesa. “Temos de preparar este
período com antecipação, prudência e sabedoria. Essas preparações
já começaram com as reformas estruturais que estão a ser
implementadas. Precisamos de mobilizar a nossa criatividade, mas também o
realismo. Queremos um Estado mais ágil, mais eficiente, mais
equitativo. Um Estado preparado para fazer face às mudanças que
estão prestes a acontecer”, disse Passos, dando a título de exemplo o envelhecimento da
população.

Sobre a crescente contestação popular, e num momento em que um grupo de cerca de 30 pessoas aguardava Passos na rua gritando palavras de ordem, o primeiro-ministro lembrou a relevância do debate e da serenidade. “É também aqui, junto dos altifalantes da discussão
pública que ganham acrescido valor os requisitos indispensáveis a
qualquer debate cívico, como a serenidade, a objetividade ou a
civilidade. Não os podemos perder de vista sem causar danos à nossa
democracia”, afirmou. “Numa discussão travada com gritos de parte a parte são
sempre os que menos voz têm que acabam por perder – e menos voz não
é, como se sabe, sinónimo de menos razão.”

Para o primeiro-ministro, “hoje tornou-se num imperativo
democrático resistir à sedução das ‘terríveis simplificações'”. “Não podemos aceitar que os sacrifícios, as dificuldades e
o sofrimento das pessoas em Portugal e noutros países europeus sejam
raptados por propostas impensadas que não fazem contas ao futuro, ou
por promessas que nunca chegam a ser alternativas realistas com
princípio, meio e fim”, argumentou.

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