Passos: Quando atingir a reforma, pensão será “metade”

Passos Coelho, primeiro-ministro
Passos Coelho, primeiro-ministro

O primeiro-ministro estima que quando atingir a idade da reforma o
valor da sua pensão seja “sensivelmente metade” do que
seria sem as alterações introduzidas pelo anterior Governo
socialista no sistema de Segurança Social.

A estimativa de Pedro Passos Coelho consta de uma entrevista que
será publicada domingo pelo jornal Correio da Manhã.

Na entrevista, o primeiro-ministro, actualmente com 47 anos, foi
questionado sobre que pensão espera receber quando chegar à idade
de se aposentar e respondeu: “Sensivelmente metade daquela que
existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que
entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu
caso, que entrei há bastante mais”.

Sobre o futuro do sistema de Segurança Social, Pedro Passos
Coelho defendeu que o caminho passa pela introdução de “um
pilar privado para efeitos de financiamento das reformas”, tendo
como base a aplicação de um plafond mais baixo às pensões a serem
pagas pelo sistema público.

“Isso está inscrito no programa eleitoral do PSD” e
“esse deve ser o caminho para o futuro. Isso acontece em outros
países e acontece aqui ao lado em Espanha”, declarou na mesma
entrevista.

Com esse novo sistema, de acordo com o líder do executivo,
“qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os
pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão
superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer
aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma
pensão mais generosa do que está estabelecida”.

Pedro Passos Coelho admitiu que essa mudança no sistema de
Segurança Social poderá vir a ser introduzida em Portugal, embora
não a curto prazo.

“Isso pode vir a acontecer, mas não está nas nossas
intenções do curto prazo mexer nessa matéria”, advertiu.

Questionado se admite um aumento da reforma para os 67 anos, tal
como acontece já actualmente em Espanha, o primeiro-ministro também
a afastou esse cenário a curto prazo.

Pedro Passos Coelho apontou que a tendência europeia é a de
aumentar o limite da idade da reforma, mas salientou que uma medida
nesse sentido não está prevista no programa de assistência
financeira a Portugal, que vigorará até 2013.

Interrogado se coloca a possibilidade de aumentar a idade da
reforma depois de 2013, o primeiro-ministro respondeu: “Ninguém
está em condições de falar no que vai acontecer daqui a três,
quatro ou cinco anos”.

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