Money Conference

Paulo Macedo garante que missão da CGD é “devolver dinheiro aos contribuintes”

O presidente da Caixa Geral de Depósitos foi um dos oradores da Money Conference

A missão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é devolver o dinheiro aos contribuintes mas para distribuir dividendos há que cumprir várias condições, incluindo ter autorização de Bruxelas, afirma Paulo Macedo, presidente do banco estatal.

O Orçamento do Estado para 2019 prevê que o Estado receba dividendos por parte da CGD. ” O que espero é que a Caixa comece a devolver o dinheiro aos contribuintes”, afirmou Macedo na Money Conference, que decorre em Lisboa esta quinta-feira.

Destacou que essa sempre foi a missão da Caixa mas admitiu que possa existir a questão sobre haver um “aproveitamento político” sobre os dividendos do banco servirem para reduzir o défice público. Lembrou que para distribuir dividendos a Caixa tem de cumprir uma série de requisitos contabilísticos e de capital, além de necessitar de uma autorização da DG COMP para o fazer.

“A banca não pode fazer as mesmas asneiras”

A CGD quer crescer em crédito e financiar projetos empresariais em Portugal, mas tanto o banco público como o setor da banca não podem repetir erros do passado e conceder crédito sem atender ao risco, disse ainda Paulo Macedo.

“A banca e a Caixa querem fazer bons financiamentos. Não pode é fazer as mesmas asneiras”, afirmou na Money Conference.

Paulo Macedo apontou a existência de uma certa ideia do banqueiro que “com um aperto de mão dava crédito” ou do “crédito que era dado através de uma rede de conhecidos”. “Espero que isso não se repita”.

Destacou que a CGD, “numa componente clara da sua missão” como banco público, uma das suas metas ” é a aposta no credito de médio longo prazo”. Frisou que a banca tem hoje capitais suficientes para fazer financiamento e também existe uma situação de liquidez confortável.

“A CGD quer crescer em crédito”, sublinhou Paulo Macedo. Apontou que um problema que existe no financiamento de projetos empresariais é o facto de existir um “desajuste dos capitais próprios” dos investimentos.

Por outro lado, não surgem tantos projetos quanto deviam, nomeadamente nas áreas industriais. Os que existem são na área do turismo e residencial, ainda em valores muito abaixo daquilo que existia no passado, sublinhou.

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