Economia

Paulo Portas: Falta uma “nova ordem política” mundial

Paulo Portas, antigo vice primeiro-ministro
Paulo Portas, antigo vice primeiro-ministro

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defende que é necessária uma nova ordem polítca mundial para gerir a nova ordem económica.

Paulo Portas alertou esta sexta-feira que “não há uma ordem política que permita gerir uma nova ordem económica”, assente na globalização, digitalização, e com aumento de relevo da Ásia.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-vice-primeiro-ministro referiu que o mundo atual ainda está assente numa ordem política criada no pós Segunda Guerra Mundial e que está desajustada à realidade atual.

Apontou que as Nações Unidas – cujo secretário-geral é António Guterres – não reflete hoje a realidade do poder económico de determinados países, que se tornaram importantes no panorama económico mundial.

Portas avisou os empresários presentes esta manhã num evento na Câmara de Comércio que têm de estar preparados para a incerteza que acompanha um mundo cada vez mais global.

Referiu que o ano de 2019 traz diversos desafios para empresas e economia, com destaque para a questão da guerra comercial entre Estados Unidos e a China. A saída do Reino Unido da União Europeia é outro fator de grande incerteza, salientou.

Neste contexto, defendeu que Portugal e as empresas portuguesas devem defender bem “o seu caso de competitividade” para melhor navegarem o mar de incertezas e enfrentar uma eventual crise económica.

Lembrou que as crises afetam a confiança e o investimento pelo que as empresas irão investir nos países mais competitivos.

Defendeu ainda que, na sua gestão de política monetária, o Banco Central Europeu pudesse ter em conta a monitorização da evolução do emprego e do crescimento económico e não apenas da inflação.

Frisou que, enquanto a Reserva Federal nos Estados Unidos tentar evitar um sobreaquecimento da economia, subindo as taxas de juro, na Europa o problema o risco é de poder haver “um sobre-congelamento” da economia por via de taxas de juro negativas que penalizam a poupança.

Em atualização

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