Pedro Cosme Vieira: Alternativa à TSU “é mexer nos escalões do IRS”

O Governo poderia mudar os escalões do IRS para compensar a mexida nas contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores e das empresas, defende o economista Pedro Cosme Vieira.

“O IVA é muito difícil, o imposto sobre os veículos automóveis não funciona porque se vendem poucos carros, tabaco não há. Só fica este ano o IRS, por isso a medida dos escalões do IRS vai ser para reforçar a receita fiscal já que este ano foi o imposto que reagiu melhor e 1,5% do PIB é muito dinheiro são 2,5 mil milhões de euros, por isso não vai ser fácil. O IMI também vai aumentar mas ainda vai ficar ai um buraco muito grande.”, explicou Cosme Vieira ao Dinheiro Vivo.

“O Governo este ano já anunciou o défice andará na ordem dos 6% e vai ser preciso reduzir para 4,5%. Há aqui 1,5% do PIB que é preciso ir arranjar a algum lado. Claro que o Governo diz sempre que a despesa vai diminuir, porque diminuíram os subsídios, mas para o ano isso não vai diminuir. Por isso a única solução vai ter de ser aumentar impostos”, afirmou o professor da Universidade do Porto.

No entanto, o economista defende a mexida nas contribuições da taxa social única dos trabalhadores e das empresas. “Diminuir os custos de trabalho vai fazer com que a taxa de desemprego não aumente tanto”, disse. “Eu penso que a mexida na TSU vai criar emprego. Em relação aos custos de trabalho, o que a teoria diz é que quando a taxa de desemprego é elevada, a diminuição dos salários cria emprego e aumenta o rendimento das famílias por aumentar o número de pessoas que estão a trabalhar. Mas é muito difícil convencer as pessoas disso”.

Em termos de mercado de trabalho, o professor considera que caso o Governo não avance com as mexidas na TSU, pode sempre optar por aumentar o horário de trabalho para reduzir os custos unitários de trabalho. “A alternativa é voltar ao aumento do horário de trabalho. O ano passado o Governo tinha avançado com meia hora, que será equivalente ao aumento de 7% da TSU. Esta medida seria melhor porque este valor não poderia afectar as pessoas que ganham o salário mínimo e o aumento da meia hora vai ser aplicado a toda a gente”.

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