Pedro Nuno Santos: "TAP tem de ter controlo da Groundforce se ficar com a maioria das ações"

Ministro das Infraestruturas e da Habitação contraria declarações do acionista maioritário da Groundforce, Alfredo Casimiro e exige controlo da empresa caso a TAP não receba valor do empréstimo. "Não basta ter a maioria das ações e não ter o controlo".

O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu em conferência de imprensa esta noite, que a TAP e o Estado não querem ser donos da Groundforce, mas que "não podemos continuar a adiantar dinheiro sem garantias claras e firmes". "Uma garantia só é séria se tiver consequências", diz o ministro, indicando que se a TAP ficar com a maioria das ações "é óbvio que teria de ter o controlo da empresa".

Alfredo Casimiro teme que o Estado execute as garantias da Groundforce antes mesmo da empresa receber o valor do empréstimo para saldar as dívidas que tem com a TAP e admite entregar ações da Groundforce à TAP, mas rejeita perder o controlo da companhia caso não consiga pagar o empréstimo no futuro. Isto é, entrega as ações, mas sem os respetivos direitos de voto e sem abdicar do cargo de presidentes.

Nuno Santos tem um discurso diferente, garantindo que só se a Groundforce não pagar é que a TAP irá executar as garantias e a situação atual "é inaceitável". "Infelizmente o acionista privado aceita transverir as ações, mas não aceita de transferir o controlo, perante o não pagamento à TAP e a execução da garantia, a TAP passaria a estar maioritária na Grounforce mas o controlo seria do acionaista minoritório, qualquer empresa percebe que isto não é aceitável", diz o ministro.

A TAP estava assim disponível a pagar um adiantamento à Groundforce para pagar salários aos trabalhadores, mas teria de ter o controlo caso não seja pago o valor.

"Temos de proteger o dinheiro dos portugueses, não podíamos ter uma situação que levasse ao aumento da exposição da TAP, mas sem garantia de retorno, senão as ações não teriam consequência do ponto de vista do controlo da empresa, é como se as ações não tivessem valor", explica Pedro Nuno Santos, que lamenta que o acionista privado "não tenha aceite as condições".

O ministro lembra que "há um histórico de preocupação de ir encontro aos interesses de quem trabalho, temos procurado acordo com os sindicatos, sempre a tentar encontrar soluções, mas não podemos continuar a expor a TAP sem ter garantias que protejam a empresa, estamos a pedir algo razoável".

A TAP quer assim que mal o financiamento dê entrada na empresa, "parte dele seja usado para pagar a dívida à TAP", indica, adiantando: "queremos criar condições para pagar salários sem criar um problema maior à TAP".

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