Aeroporto

Pedro Nuno Santos: “Vamos esperar que a ANA faça o seu trabalho”

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que tutela a CP em conjunto com o Ministério das Finanças. (JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)
O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que tutela a CP em conjunto com o Ministério das Finanças. (JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)

Ministro do Ambiente lembra que num investimento desta dimensão o "promotor sabe que tem de alocar uma parcela para mitigação."

O ministro das Infraestruturas espera agora pela decisão da ANA-Aeroportos depois de conhecida a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que impõe uma compensação financeira de 48 milhões de euros e uma longa lista de medidas para reduzir o impacto no ambiente.

“Vamos esperar que a ANA faça o seu trabalho e a sua avaliação e se pronuncie”, afirmou Pedro Nuno Santos no final do debate do programa do Governo esta quinta-feira no Parlamento. Em declarações aos jornalistas o ministro das Infraestruturas lembrou a empresa tem dez dias para se pronunciar e “que teremos oportunidade de interagir com a ANA”, assinalou.

Na reação à aprovação da DIA, a ANA-Aeroportos manifestou “surpresa e apreensão” com algumas das medidas propostas, acrescentando que irá analisar “a exequibilidade, equilíbrio e benefício ambiental dessas medidas, bem como as suas implicações, tendo por base os pressupostos acordados anteriormente para o projeto”.

Questionado sobre se a ANA-Aeroportos poderia desistir do projeto, Pedro Nuno Santos afirmou estar convicto do cumprimento das medidas mitigadoras, sublinhando que com o novo aeroporto se resolve um “bloqueio com cinco décadas”.

Já o ministro do Ambiente e da Ação Climática lembrou que “num projeto desta dimensão” o investidor “sabe sempre que tem de alocar uma parcela do seu investimento para a mitigação”. João Pedro Matos Fernandes deu o exemplo de outros projetos em que a compensação financeira costuma ser maior. “Se pensarmos que o montante de investimento é de mil milhões de euros estamos a falar de um montante abaixo dos 5%. Por exemplo, numa barragem grande os valores da compensação costumam ser mais elevados”, assinalou.

O ministro das Infraestruturas afirmou que do ponto de vista ambiental “não há aeroportos neutros”, pedindo calma para o processo que se segue, recusando sempre responder se o calendário previsto para o início e conclusão da obra.

Notícia atualizada às 13:20 com mais informação.

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