Precários

Governo adia reunião com sindicatos devido ao luto nacional

Ministério das Finanças
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O Governo adiou a reunião de hoje com os sindicatos da Administração Pública devido ao luto nacional decretado

O Governo adiou a reunião desta segunda-feira com os sindicatos da Administração Pública devido ao luto nacional decretado, depois de pelo menos 62 pessoas terem morrido na sequência do incêndio de grandes dimensões que deflagrou no concelho de Pedrógão Grande.

“A reunião deverá ser adiada para quinta ou sexta-feira”, disse à agência Lusa José Abraão, da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), que recebeu a informação do Ministério das Finanças.

O Governo tinha previsto entregar hoje à tarde à Fesap, Sindicato dos Quadros Técnicos (STE) e Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública uma proposta do diploma para enquadrar a regularização dos precários que trabalham no Estado.

Os sindicatos e o Governo, através da secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra, e do secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, têm vindo a discutir como se desenrolará o processo de integração dos trabalhadores precários do Estado.

Segundo informação dos sindicatos, o diploma deverá ser feito com base no diploma de 1996 que, em 1997, permitiu a entrada de 55 mil trabalhadores precários (35 mil por concurso e mais 20 mil por análise pontual).

Os trabalhadores precários da administração pública e do setor empresarial do Estado têm até ao final de junho para apresentarem pedidos de vínculo permanente com o Estado. Em julho é a vez de os dirigentes de serviços proporem os precários que gostariam de ver integrados.

O fogo, que deflagrou na tarde de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

O último balanço dá conta de 62 mortos civis e 62 feridos, dois deles em estado grave. Entre os operacionais, registam-se dez feridos, quatro em estado grave. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

O Governo decretou três dias de luto nacional, até terça-feira.

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