Coronavírus

Peixe fresco sofre, bacalhau da Noruega vende-se mais

Fotografia: Maria João Gala/Global Imagens
Fotografia: Maria João Gala/Global Imagens

Governo e pescadores e noruegueses juntaram-se para dinamizar setor e estão a conseguir manter exportações.

Numa altura em que, sem apoios que façam verdadeiramente face às dificuldades criadas pela pandemia, os armadores e pescadores portugueses admitem deixar de ir para o mar – muitos são mais velhos, não têm equipamento de proteção ou forma de manter a distância e o preço da venda em primeiro mercado caiu a pique, pondo em causa a própria subsistência deste setor -, há quem não esteja tão mal. A procura de derivados e processados, pré-embalados e congelados de peixe estão a ganhar com uma subida da procura.

Com o peixe a metade do preço, pescadores ameaçam ficar em terra. Leia aqui

“A indústria Norueguesa dos produtos do mar continua a trabalhar para fornecer alimentos seguros, sustentáveis e nutritivos neste contexto de pandemia”, sublinha em comunicado a indústria norueguesa.

“As pescas, aquicultura e os produtores de alimentos que têm por base os produtos do mar são considerados de importância fundamental para a sociedade pelo governo norueguês”, sublinha-se, explicando que esta indústria, “em conjunto com as autoridades governamentais, o setor dos transportes e outras partes da cadeia de valor”, estão a trabalhar unidas para manterem a produção e distribuição dos seus produtos também no mercado português.

Por cá, os apoios ainda ontem anunciados pelo governo para o setor das pescas é visto como “uma brincadeira”. E continuando assim, avisam os pescadores, a única solução será parar e só voltar quando passar a pandemia.

Uma vez que a procura por produtos do mar processados e pré-embalados, com datas de validade mais alargadas, está a subir de forma “notória” em muitos dos mercados para onde a Noruega exporta (nomeadamente bacalhau), o setor conseguiu, com apoio do governo norueguês, “reagir de forma ágil e rápida a estas mudanças e está a reprogramar a sua produção”. E ainda que a logística num momento de fronteiras fechadas possa ser desafiante, a Noruega está empenhada em “manter todos os embarques e atividades de carga para garantir um fornecimento constante de frutos do mar norueguês”, mantendo também os níveis de captura e produção”relativamente normais”.

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