preço do petróleo

Petróleo derrapa para 38 dólares depois de OPEP admitir que procura vai cair

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Mesmo que os principais produtores congelem a produção nos níveis de janeiro, a oferta continua a superar a procura em um milhão de barris por dia

O petróleo está esta terça-feira a desvalorizar pelo segundo dia consecutivo, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter admitido que a procura vai ficar aquém do esperado em 2016.

No seu mais recente relatório, publicado na segunda-feira, a OPEP justifica o crescimento menos acelerado da procura com a oferta dos principais concorrentes, que estão a mostrar-se “resilientes” aos baixos preços e continuam a aumentar a produção.

Resultado: a matéria-prima está a desvalorizar desde segunda-feira e, esta terça-feira, chegou a afundar à volta de 2,5%. O barril de brent, que serve de referência para as importações portuguesas, está agora a negociar na casa dos 38 dólares, depois de, na semana passada, ter estado acima dos 40 dólares pela primeira vez este ano.

Para responder à queda dos preços, alguns dos principais membros da OPEP, incluindo a Arábia Saudita, e a Rússia propuseram congelar a produção nos níveis de janeiro. Nesse mês, a Arábia Saudita produzir 10,2 milhões de barris por dia, enquanto a Rússia produziu quase 10,9 milhões.

Na altura do anúncio do congelamento, o ministro saudita do petróleo considerou que estes seriam os níveis “adequados” para responder à procura. Mas não são. Segundo os cálculos da Reuters, este nível de produção excede a procura em, pelo menos, um milhão de barris por dia.

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