OPEP

Petróleo. Produtores congelam produção mais seis meses

petróleo está a dividir analistas

Os países petrolíferos membros e não membros da OPEP mostraram-se satisfeitos com o resultado do acordo para o congelamento da produção

s países petrolíferos membros e não membros da OPEP manifestaram hoje satisfação pelo cumprimento dos compromissos sobre redução da oferta e indicaram que estudam o prolongamento dos acordos, que entraram em vigor a 1 de janeiro por seis meses.

O anúncio foi feito após uma reunião hoje no Kuwait de um comité ministerial formado no ano passado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e por produtores que não pertencem ao grupo, um encontro destinado a verificar os compromissos para a redução da oferta com o fim de equilibrar o mercado.

No comunicado final, o comité “declara-se satisfeito com os progressos alcançados” e exorta todos os países participantes a agirem no sentido de respeitarem totalmente as reduções decididas no ano passado.

O objetivo da redução da oferta de petróleo é favorecer a subida dos preços, depois da queda verificada a partir de meados de 2014.

No fim de novembro, a OPEP assumiu o compromisso de reduzir durante seis meses a partir de 1 de janeiro a produção em 1,2 milhão de barris por dia.

Em dezembro, produtores que não integram a OPEP, liderados pela Rússia, comprometeram-se a uma redução de 558 mil barris por dia.

O comunicado indica que em fevereiro os países respeitaram em 94% os compromissos, um aumento de 8% em relação a janeiro.

O presidente do comité, Essam al-Marzouk, ministro do Petróleo do Kuwait, indicou que os países da OPEP têm sido mais cumpridores.

O comité ministerial discutiu também a possibilidade de prolongar as reduções por mais seis meses e pediu a uma comissão técnica para cooperar com o secretariado da OPEP para “analisar as condições do mercado petrolífero” e fazer um relatório tendo em vista a próxima reunião, em abril.

O comité “vai deliberar antes de submeter as suas recomendações aos países” comprometidos com as reduções, de acordo com o comunicado.

Na abertura da reunião, Marzouk declarou que, com um respeito total dos compromissos de redução, o mercado poderia alcançar “o equilíbrio durante o terceiro trimestre de 2017”.

O ministro advertiu que as reservas continuam elevadas e que a volatilidade dos preços aumenta.

 

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