Energia

Petrolífera descobre novo poço de petróleo ao largo da Guiné Equatorial

Fotografia: REUTERS/Ernest Scheyder
Fotografia: REUTERS/Ernest Scheyder

A petrolífera norte-americana Noble Energy descobriu um novo poço de petróleo ao largo da Guiné Equatorial, anunciou o ministro das Minas e dos Hidrocarbonetos equatoguineense, Gabriel Mbaga Obiang Lima.

“Estamos felizes em anunciar esta descoberta, que não poderia ter vindo em momento mais oportuno”, afirmou na terça-feira o ministro, citado por um comunicado enviado à imprensa.

“Temo-nos dedicado ao desenvolvimento dos nossos recursos para construir uma economia melhor e criar oportunidades para as nossas pessoas, e parece que estamos a ganhar dinâmicas”, acrescentou o responsável governamental.

Este poço, o Aseng 6P, integra o Bloco I e encontra-se a uma profundidade de 4.417 metros, sendo que a petrolífera espera começar a extrair petróleo em outubro deste ano.

“Sempre acreditamos que o nosso país era sub-explorado. Quando as companhias fazem perfurações ao largo da Guiné Equatorial, a probabilidade de descoberta é real”, referiu o ministro Gabriel Obiang Lima, que explicou que a Noble Energy é uma parceira de longo prazo do país.

O campo petrolífero de Aseng é composto por cinco poços subaquáticos ligados a uma embarcação FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga), sendo que a Noble Energy, detentora de 40%, é a sua principal operadora.

Entre outros parceiros estão a Atlas Petroleum (29%), a Glencore Exploration (25%) e a Gunvor (6%).

Este ano, a Guiné Equatorial iniciou esforços para se tornar na principal plataforma de gás natural em África.

No dia 21 de agosto, o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial inaugurou a primeira central de armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito em Cogo, na fronteira com o Gabão, salientando a importância dos pequenos projetos.

Em abril deste ano, a Guiné Equatorial assinou um conjunto de acordos com petrolíferas como a Atlas Oranto Petroleum, Noble Energy, Marathon Oil, Glencore e Guvnoro, para tornar mais rentável a produção dos poços petrolíferos em declínio, investindo 350 milhões de dólares (315 mil milhões de euros) para juntar a produção de pequenos poços na Guiné Equatorial e no Golfo da Guiné e assim compensar a descida de produção no poço Alba.

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