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Petrolífera estatal do México contrata Paulo Portas

Paulo Portas em Lisboa. Fotografia: Gustavo Bom / Global Imagens
Paulo Portas em Lisboa. Fotografia: Gustavo Bom / Global Imagens

Paulo Portas visitou o México duas vezes enquanto governante e "deu grande relevância aos projetos da Mota-Engil" nesse país latino americano.

Paulo Portas, o antigo vice-primeiro-ministro de Portugal vai ter um cargo de “consultor” na maior empresa petrolífera do México, a Pemex, avança o jornal espanhol El Diario. O centrista também já é “conselheiro” da construtora civil portuguesa, Mota Engil.

A companhia estatal tem interesses em vários países do mundo. O ex-líder do CDS vai ocupar um cargo de “conselheiro” na filial espanhola da Pemex em Madrid, a Mex Gas Enterprises, que opera na área da comercialização do gás natural e coordena essas atividades a nível mundial. A assinatura do contrato aconteceu em julho, disseram fontes oficiais da Pemex ao jornal espanhol.

Segundo o mesmo meio, a tal Mex Gas foi criada em junho de 2014 quando a Pemex vendeu a sua participação na Repsol e transferiu para Espanha duas holdings ligadas ao negócio do gás que estavam até então sedeadas no paraíso fiscal das Ilhas Caimão.

Paulo Portas, quando era vice de Pedro Passos Coelho, tinha a área da “diplomacia económica” e visitou o México por duas vezes a título oficial (em 2013 e 2014). Numa delas, “deu grande relevância aos projetos da Mota-Engil nesse país latino americano”, tendo sido uma peça importante na adjudicação à construtora de uma obra de 300 milhões de euros., escreve o El Diario.

Para retribuir as visitas de Portas ao México, em junho de 2014, precisamente, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto veio a Portugal. Paulo Portas patrocinaria a assinatura de um memorando de entendimento entre o México (a Pemex) e a Galp, a petrolífera portuguesa, para “partilha de informação e/ou desenvolvimento de projetos”. Não se conhece o conteúdo concreto do acordo. A Pemex diz que é confidencial, que só será revelado em 2026.

Segundo o El Diario, a Galp será uma das muitas petrolíferas no mundo que estão interessadas na “multimilionária reforma energética mexicana, que prevê abrir ao sector privado a exploração de hidrocarbonetos” no país americano. O Estado português ainda tem uma participação de 7% na empresa.

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