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Petrolíferas vão precisar de 9,5 biliões para satisfazer procura até 2040

Fotografia:   REUTERS/Heinz-Peter Bader
Fotografia: REUTERS/Heinz-Peter Bader

Esta estimativa foi avançada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório anual "Previsões Mundiais de Petróleo 2019".

A indústria petrolífera precisará de cerca de 10,6 biliões de dólares (cerca de 9,5 biliões de euros) para satisfazer a procura mundial até 2040, um objetivo, contudo, em risco devido aos incertos efeitos da luta contra o aquecimento global.

Esta estimativa foi avançada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório anual “Previsões Mundiais de Petróleo 2019” (WOO nas siglas em inglês), que atualiza as perspetivas a médio e longo prazo.

“O que está claro é que o mundo vai precisar de muita mais energia nas próximas décadas”, indica o documento do secretário-geral da OPEP, Mohamed Barkindo.

Esta visão baseia-se, entre outros, no esperado aumento da população mundial – de 1.600 milhões de pessoas em pouco mais de duas décadas (de 7.600 milhões em 2018 para 9.200 milhões em 2040) – e na estimativa de que a economia mundial “se duplicará no mesmo período”.

Mais, ainda hoje há mais de 1.000 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade e 3.000 milhões sem combustíveis limpos para cozinhar, refere a OPEP.

A OPEP estima que a procura energética primária aumentará 25% entre 2018 e 2040, e se bem que as fontes alternativas serão as que registarão maiores acréscimos percentuais, o petróleo e o gás ainda serão necessários para cobrir cerca de metade das necessidades de energia no final do período.

“Contudo, na frente política, a indústria está preocupada agora com as políticas que podem ter impactos negativos nos investimentos”, entre as que se destacam as relacionadas com as alterações climáticas, adverte o secretário-geral da organização.

Se bem que os países membros da OPEP “estejam totalmente comprometidos para fazer os investimentos necessários para manter os consumidores bem abastecidos”, devem simultaneamente diversificar as suas economias, um difícil desafio dada a elevada dependência das receitas do petróleo.

“É importante enfatizar que a OPEP está totalmente comprometida e apoia o Acordo de Paris, mas também acreditamos que a indústria petrolífera deve ser parte da solução do desafio das alterações climáticas”, indica a organização.

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