Pires de Lima: “Paulo Portas é um bom candidato a Presidente da República”

Pires de Lima considera debate positivo
Pires de Lima considera debate positivo

As presidenciais de 2016 acabaram de ganhar mais um candidato: Paulo Portas. O nome do líder do CDS-PP junta-se assim aos vários já falados como Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa ou António Guterres.

A hipótese foi lançada pelo centrista António Pires de Lima que defende que o vice-primeiro-ministro destaca-se entre “tantas pessoas” já apresentadas “como potenciais candidatos a Presidente em 2016”.

“Porque é que Paulo Portas, que tem um projeto político que é conhecido, que tem provas dadas na governação em circunstâncias diferentes, e todas elas muito exigentes, não há-de poder ser um bom candidato a Presidente da República, quando assim o entender? É um cenário que está completamente em aberto”, disse o ministro da Economia em entrevista ao jornal Público, na véspera do 25º Congresso do CDS.

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Sobre a atualidade económica, especificamente o período pós-troika, o governante revela precaução sobre o programa cautelar. “Vamos ter de aguardar se o que mais nos convém é um programa cautelar ou se é uma saída à irlandesa, que tem os seus riscos”, sublinha.

“Se optarmos pela solução do programa cautelar, este deve constituir um seguro de acesso aos mercados em circunstâncias especiais. Deve limitar ao minímo a nossa soberania. Um programa cautelar não se pode nunca confundir com um segundo resgate. Mesmo uma saída limpa, como no caso da Irlanda, pressupõe o cumprimento de objetivos em termos de défice nos próximos anos”, afirma.

O ministro destaca que já apelou aos “empresários de empresas bem sucedidas” para atualizar os “salários das pessoas que trabalhem” nestas empresas que “estão a ser as campeãs desta retoma”.

Pires de Lima reconhece ter perdido a batalha do IVA, ao ter defendido no Conselho de Ministros “a descida do IVA na restauração”, o que não veio a acontecer, revelando-se “solidário com a decisão” apesar de admitir não ter “mudado de opinião”.

Para o futuro, em meados de 2015, está no horizonte uma descida do IRS, tanto para os rendimentos mais altos que “têm uma carga fiscal brutal”, assim como nos “rendimentos da classe média, de dois, três mil euros por mês, que têm níveis de fiscalidade que considerávamos impensáveis há cinco ou seis anos”.

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