Turismo

Plano do Turismo de Lisboa quer dar mais destaque ao Tejo e promover sinergias

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Lisboa Liam Mckay/Unsplash

O novo plano estratégico para o turismo na região de Lisboa quer dar maior destaque ao Tejo e uma maior integração de vários polos.

Com um peso crescente para a atividade económica e social da Grande Lisboa, o novo Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2020-2024, apresentado esta segunda-feira, 10 de fevereiro, define uma aposta na qualificação da oferta nos centro de maior procura turística – como é o caso de Belém-Ajuda, Baixa, Bairros Históricos, Oriente, Cascais, Sintra e Ericeira – e aceleração do crescimento de outras áreas como Arrábida e Mafra, e estimular zonas como potencial como Loures, Alcochete, Seixal e Costa da Caparica.

Só em 2018, o turismo gerou mais de 14,7 mil milhões de euros na região de Lisboa, ou seja, mais cerca de 1,5 mil milhões de euros que em 2017. E em 2018 foram gerados mais de 201 mil postos de trabalho, acima dos 191 mil gerados em 2017. Para integrar toda a oferta turística de toda a região, o novo plano estratégico (aprovado pela Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e pela Associação Turismo de Lisboa) define uma aposta em marketing focado nos segmentos do visitante individual, famílias e pequenos grupos. Estes segmentos de turistas são os que melhor permitem uma integração harmoniosa com os residentes, igualmente um dos objetivos desta estratégia.

A Área Metropolitana de Lisboa recebeu até novembro de 2019 (últimos dados disponíveis) mais de 7,56 milhões de turistas, um valor ligeiramente acima do registado no ano de 2018. Sem descurar os mercados emissores tradicionais para a região – como Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Suíça, Espanha, França e Itália – as entidades ligadas ao turismo vão lançar iniciativas para elevar a notoriedade de Lisboa junto de mercados no Médio Oriente e Ásia.

O número de turistas a chegar a Portugal e a passar pela capital portuguesa oriunda de destinos como Israel e China tem vindo a crescer. No caso dos turistas israelitas, beneficiam do aumento do número de rotas aéreas. No caso da China, a maior capacidade financeira da população permite-lhes viajar mais, escolhendo muitas vezes a Europa e passando assim por Portugal.

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, não tem dúvidas de que é esta formula de integração das várias características e pontos diferenciadores que compõe a região – e abrangem vários municípios – que vão permitir um crescimento sustentável da atividade turística.

“A cidade de Lisboa, enquanto comunidade capaz de oferecer experiências complementares diversificadas crescentes do ponto de vista turístico, tem um horizonte limitado. Tem um horizonte limitado no território, pelas ofertas que é capaz de gerar e tem uma crescente limitação no que diz respeito à sustentabilidade social do desenvolvimento turístico, isto é, a crescente necessidade de compatibilizar o turismo com o desenvolvimento quotidiano da cidade”, afirmou. “É, por isso, critico que consigamos desenvolver as várias polaridades (…) sermos capazes de dar o salto, de fazer esta complementaridade, de aproveitarmos os vários produtos, as várias complementaridades que se geram”.

O presidente da maior autarquia do país considerou mesmo que: “para o desenvolvimento sustentável do turismo na cidade de Lisboa é urgente e vital que consigamos o desenvolvimento de novas polaridades e casar as novas polaridades”.

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