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Plano Juncker garante 25 milhões para a indústria criativa portuguesa

Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia
Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

O Fundo Europeu de Investimento e a CGD assinaram um protocolo que permite financiamento mais barato às empresas dos setores culturais e criativos.

Portugal é o nono país europeu a contar com garantias do Fundo Europeu de Investimento (FEI) em financiamentos às empresas dos setores culturais e criativos. Este mecanismo que ajuda a executar o plano Juncker acordou assegurar até 25 milhões de euros de garantias para empréstimos à cultura. O acordo foi assinado esta sexta-feira com a Caixa Geral de Depósitos e o montante poderá ser revisto em alta.

O Fundo Europeu de Investimento compromete-se a garantir 70% dos empréstimos concedidos a empresas deste setor. Ou seja, se determinada empresa entrar em incumprimento este mecanismo suporta 70% das perdas. A CGD ficaria com 30%. Com este garante o banco público pode financiar empresas da cultura com juros mais baixos. José João Guilherme, administrador do banco público, admite que os juros a aplicar poderão cair para metade.

O responsável da CGD indicou que o banco tem cerca de 13 mil clientes que são elegíveis para os financiamentos com esta garantia. Esse alinha de crédito, chamada Caixa Invest Cultura Criativa, pode conceder financiamentos até dois milhões de euros com prazos de 12 a 120 meses. Esse crédito poderá ser concedido, por exemplo, a pequenas e médias empresas de comunicação social, de design, moda, arquitetura, audiovisual.

O diretor executivo do FEI, Pier Luigi Gilibert, salientou a importância destas garantias para os setores criativos dada a dificuldade deste tipo de empresas em obter financiamento já que os ativos de que dispões tendem a ser intangíveis.

Já a Caixa, diz em comunicado, que se criou “uma ferramenta geradora do investimento necessário para, por exemplo, colocar no mercado a criação de um novo padrão de tecido, de modelo de calçado, de peça de roupa, molde industrial, de um utensílio doméstico, de um jogo de tabuleiro ou simplesmente um jogo eletrónico”, refere a Caixa num comunicado. Pode ser também utilizada para montar peças de teatro ou realizar filmes.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse na cerimónia da assinatura do protocolo entre a CGD e o FEI que “é preciso dar mais capacidade ao setor criativo para crescer”.

 

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